Caldeirão Político

Sábado, 04 de Abril de 2020, 17h:21

BRASIL REGISTRA 10.278 CASOS CONFIRMADOS DE DE CORONAVÍRUS E 432 MORTES

Redação

Os números estão consolidados com as informações que foram repassadas pelas Secretarias Estaduais de Saúde ao Ministério da Saúde até às 15h deste sábado (4).

Em uma semana, as mortes quase quadruplicaram, comparando-se os dados entre 28 de março e 4 de abril. O número saltou de 114 para 432 (O Ministério corrigiu o número de mortos de 431 para 432). A taxa de letalidade é de 4% e a maior parte dos óbitos é de pessoas com mais de 60 anos com algum problema cardíaco ou diabetes.

Na avaliação do Ministério da Saúde, São Paulo, Rio, Ceará e Amazonas são os estados que deverão apresentar maior preocupação por conta do aumento rápido de casos.

“Estamos percebendo que estes estados devem fazer essa transição para um maior número de casos”, disse João Gabbardo, secretário-executivo do Ministério da Saúde, que comandou a coletiva de imprensa que a pasta promoveu neste sábado.

A incidência medida do novo coronavírus no Brasil é de 4,9 casos a cada grupo de 100 mil habitantes. A proporção varia conforme o estado, e é superior no Distrito Federal (14,9 casos), seguido por São Paulo (9,6), Ceará (7,9), Amazonas (7,4), Rio de Janeiro (7,2), Rio Grande do Norte (6), Roraima (5,9) e Acre (5,1).

Os óbitos afligem mais os homens (57,6%) do que as mulheres (42,4%), de acordo com total de mortes apuradas até ontem. Oito de cada dez óbitos ocorreram com pessoas com mais de 60 anos. A mesma proporção de pessoas que faleceram apresentava pelo menos um fator de risco de morte como cardiopatias, diabetes, problema nos pulmões e doenças neurológicas.

"Passaporte de imunidade"


Segundo Gabbardo, o ministério da Saúde pensa em formas de criar uma espécie de “passaporte da imunidade”, uma identificação para pessoas que contraíram o novo coronavírus, se recuperaram totalmente e já possuem anticorpos. Essas pessoas, segundo o secretário, não podem mais transmitir ou ser infectadas, e já adquiriram imunidade. Elas podem ser úteis no contato com grupos sensíveis, como idosos, e possivelmente são aptas a retomar certas atividades.

Cidades sem casos


O secretário afirmou, ainda, que fechar cidades ou municípios que não contabilizam nenhum caso do novo coronavírus pode ser “uma medida excessiva”. “Não significa que vai ficar assim para sempre. Podemos fechar, abrir, se julgar necessário. Acho que isso merece uma discussão. Pode ser que tenha sido antes da hora, e merece uma análise melhor”, afirmou. Gabbardo citou, entretanto, que o relaxamento da quarentena e do isolamento social deve acontecer apenas após a aquisição de material suficiente para lidar com uma larga escala da população. "Já estamos fortes, mas queremos ficar mais fortes ainda", concluiu.


Fonte: Caldeirão Político

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