Caldeirão Político

Quinta-Feira, 31 de Outubro de 2019, 22h:37

Juíza concede medida protetiva para meninos ameaçados após falsa acusação de estupro em Cuiabá

Eles foram ameaçados pela mãe e o tio da suposta vítima, que disse que, se fosse preciso, chamaria "o comando" para fazer justiça

Jô Navarro

 A juíza da Primeira Vara de Infância e Juventude de Cuiabá concedeu na quinta-feira (30-10), em caráter liminar, medida protetiva a dois meninos de 10 anos falsamente acusados de estupro por um coleguinha de apenas 8 anos. 

O caso foi registrado em Cuiabá no dia 7 de outubro e causou grande comoção nas redes sociais depois que a mãe do garotinho de 8 anos revelou o ocorrido em um grupo de WhatsApp. Os áudios em que ela relata como o filho teria sido abusado foram compartilhados. Num deles, muito exaltada, a mãe cobra punição e diz que vai "até no inferno, no comando..." para fazer justiça. Segundo a mãe, o estupro teria ocorrido no banheiro de uma igreja evangélica, quando os pais estavam assistindo a pregação e os supostos envolvidos na classe de estudos destinada às crianças. 

O menino de 8 anos foi submetido a exame médico, que revelou não existirem sinais de abuso sexual. Depois do exame, segundo relatado pela mãe ao Conselho Tutelar do CPA, o garotinho contou a verdade para a mãe, admitindo que "foi tudo armação".

Entenda o caso: Mãe de menino de 8 anos admite que foi tudo "armação" e não houve estupro

Os pais dos meninos falsamente acusados passaram a temer pela segurança dos filhos. O advogado Daniel Ramalho, que representa os pais dos meninos ameaçados, entrou com pedido de medida protetiva de urgência alegando que as crianças correm risco após as ameaças. O Ministério Público manifestou-se favorável á concessão da medida protetiva.

A juíza determinou também a intimação da Equipe Técnica do Juízo que realize, no prazo de 10 dias, estudo psicossocial para verificar a situação das crianças.

O processo tramita em segredo de justiça. Os nomes dos familiares envolvidos não foram revelados nesta reportagem a fim de preservar a identidade das crianças, bem como garantir sua segurança.

 

 

 


Fonte: Caldeirão Político

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