Caldeirão Político

Sábado, 04 de Maio de 2019, 10h:03

Líderes da Orcrim que fraudou Saúde confessam e ganham liberdade em Cuiabá

Juíza menciona que investigados na Operação Sangria passaram a colaborar com a Justiça. Eles estão proibidos de manter contato com testemunhas.

Jô Navarro

O ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Huark Douglas, os médicos Luciano Correia e Fábio Liberali, ganharam liberdade com uso de tornozeleira eletrônica na última sexta-feira (3). Presos desde o dia 30 de março, os acusados passaram a colaborar com a Justiça e alegaram que as empresas envolvidas nos esquemas de fraudes em licitações foram encerradas e não têm mais contratos com a administração pública.

Huark Douglas, Fábio Liberali e Luciano Correia confessaram “o pagamento mensal de vantagem indevida a agente público" para direcionar licitações e contratos na área da Saúde com a Prefeitura de Cuiabá e o governo de Mato Grosso.

A decisão é da juíza Ana Cristina Silva Mendes, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, que determinou medidas cautelares. Os investigados estão proibidos de sair do município, tiveram os passaportes retidos, não podem se comunicar com as testemunhas e devem permaner em casa das 19 às 6 horas de segunda a sábado. Nos domingos e feriados não podem sair das respectivas residências.

A Operação Sangria foi deflagrada nos dias 4 e 18 de dezembro de 2018. As investigações basearam-se no relatório da CPI da Saúde presidida pelo vereador Abilio Brunini na Câmara Municipal. Esta, por sua vez, teve origem após coleta planilhas e documentos durante fiscalização in loco do vereador Abilio na secretaria de Saúde.

Foi por causa desta fiscalização e suas consequências que o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, moveu Ação Direta de Inconstucionalidade (ADI) com objetivo de alterar a Lei Orgânica do Município e impedir que vereadores fiscalizem pessoalmente as repartições públicas e coletem documentos.

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A liberação dos médicos e as referências de "colaboração com a Justiça" mencionadas na decisão da juíza Ana Cristina Silva Mendes reacendem as suspeitas de possível colaboração premiada, sobretudo de Huark Douglas.

O que todos querem saber é quem foi, ou quais foram, os agentes públicos que receberam propina mensalmente para favorecer o esquema fraudulento na Saúde, envolvendo a empresa Cuiabana de Saúde Pública, a SMS e o Hospital São Benedito e se o prefeito Emanuel Pinheiro tinha conhecimento do esquema.

 

 

 


Fonte: Caldeirão Político

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