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Sexta-Feira, 25 de Outubro de 2019, 15h:20

300 ANOS, E DAÍ?

Projeto CUIABÁ PARA PESSOAS reúne arquitetos e urbanistas no Sesc Arsenal

Redação

Divulgação

No primeiro dia do “Cuiabá para pessoas – 300 anos, e daí? ”, palestrantes falaram sobre os seguintes temas: patrimônio histórico e os desafios da preservação, a mais de 100 estudantes, professores universitários e profissionais da área de arquitetura, urbanismo e demais segmentos afins.

A arquiteta e urbanista do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Cultural (Iphan) Amélia Hirata falou sobre o tema: Patrimônio Histórico Edificado, desafios da preservação. Conforme a palestrante, a questão da preservação é um processo interno. “Se a gente não tem isso dentro da gente, tombamento nenhum resolve”, disse.

A mesma defesa foi feita pelo também arquiteto e urbanista Eduardo Chiletto. Ele, que já foi secretário de Cidades do Estado, falou sobre a importância de o indivíduo querer a mudança, a melhoria da cidade onde vive. “Quem muda a cidade somos nós”, enfatizou. Segundo ele, toda mudança passa pelo indivíduo, com suas atitudes e defesa de uma cidade melhor, citando, ainda, a necessidade de envolvimento do poder público, da iniciativa privada juntamente com a população.

Outra palestrante no evento, Maria Barbara, que também é arquiteta e urbanista, falou do projeto “Atlas Cuiabano”, bem como os instrumentos legais e desafios da preservação, demonstrando a problemática existente em vários prédios históricos da cidade e a dificuldade de manter suas características preservadas. “A gente se depara com muitas mudanças, muitas interferências que mudam quase que por completo as características de vários prédios antigos, que mostram a história da cidade”, disse Barbara, que é mestranda pelo Iphan, dando ênfase a importância da preservação.

Também palestrante, o artista visual, arquiteto e urbanista Carlos Pina falou um pouco sobre o conceito do urban sketcher, que consiste em uma comunidade global de artistas que praticam o desenho em locais nas cidades, vilas e aldeias em que vivem ou viajam. Ao final da palestra, foi lançado o desfio da escolha do melhor desenho que retratasse o Sesc Arsenal.

Professora da UFMT, a geógrafa Marcia Alves elogiou a organização do evento. “Achei bastante interessante. Um projeto que nasceu no meio acadêmico e que hoje transpassa os muros universitários. Penso que é muito importante essa discussão sobre como queremos a cidade e por quem é feita. Vejo que o ‘Cuiabá para pessoas’ resume esse propósito. Gostei muito”, disse.

O evento segue até sábado (26-10), de 14h às 17h30, no Sesc Arsenal, em Cuiabá, sob organização do vereador, arquiteto e urbanista, Abilio Junior, Sesc e Fecomércio.

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