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União
Segunda-Feira, 01 de Junho de 2020, 11h:17

ATAQUES

Sérgio Moro rebate e diz que Bolsonaro queria rebelião armada contra prefeitos e governadores

Redação

Reprodução

Bolsonaro e Moro

Antes eram o Partido dos Trabalhadores e Lula os maiores inimigos dos bolsonaristas, agora o núcleo do ódio no Palácio do Planalto escolheu aquele que até abril era idolatrado, o ex-ministro Sérgio Moro, que agora é xingado, chamado de traidor.

Hoje pela manhã o presidente voltou a criticar Sérgio Moro, em resposta o ex-juíz emitiu uma nota.
 
Por meio da nota ele rebate afirmações, informações e críticas do presidente Jair Bolsonaro a seu respeito durante conversa na manhã desta segunda-feira (1°) mantida com apoiadores na frente ao Palácio da Alvorada. O ex-minisro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro afirmou  que o presidente da República queria “promover uma espécia de rebelião armada” durante a pandemia da Covid-19. Bolsonaro disse que Moro “ignorou decretos meu e ignorou lei, para dificultar a posse e o porte de arma de fogo para cidadão de bem”.

O ex-ministro rebateu assim as declarações do presidente:

“Sobre políticas de flexibilização de posse e porte de armas, são medidas que podem ser legitimamente discutidas, mas não se pode pretender, como desejava o presidente, que sejam utilizadas para promover espécie de rebelião armada contra medidas sanitárias impostas por governadores e prefeitos, nem sendo igualmente recomendável que mecanismos de controle e rastreamento do uso dessas armas e munições sejam simplesmente revogados, já que há risco de desvio do armamento destinado à proteção do cidadão comum para beneficiar criminosos.”

Moro acrescentou que “a revogação pura e simples desses mecanismos de controle não é medida responsável”. E concluiu: “Sobre a ofensa pessoal feita, meu entendimento segue de que quem utiliza desse recurso é porque não tem razão ou argumentos.”

Depois de chamar Moro de covarde, Bolsonaro afirma que “graças a Deus ficamos livres dele”
Na manhã desta segunda-feira (1°) o presidente Jair Bolsonaro voltou a disparar contra o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro, ao conversar com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada.

O presidente enfatizou, na conversa, que o ex-ministro teria dificultado a continuidade das políticas de flexibilizar a posse de armas de fogo para as “pessoas de bem”.

Disse o presidente: “Para vocês entenderem quem estava do meu lado, essa IN (Instrução Normativa) 131 é da PF, mas [foi feita] por determinação do Moro. Ignorou decretos meus para a posse de arma de fogo para as pessoas de bem”, reclamou o presidente, chamando o ex-ministro de “covarde”.

“Por isso que naquela reunião secreta o Moro ficou calado de forma covarde. E ele queria ainda uma portaria depois que multasse quem estivesse na rua. Perfeitamente alinhado com outra ideologia que não a nossa”, completou Bolsonaro.

No fim da conversa, o presidente ainda comemorou a saída de Moro da pasta: “Graças a Deus ficamos livres dele”. 

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