Quarta-Feira, 22 de Novembro de 2017

União
Domingo, 29 de Outubro de 2017, 10h:22

MATO GROSSO 25

Dez mil imóveis vazios e o governo gasta 1,6 bi com aluguel

BBC Brasil

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Bens imóveis desocupados

O governo federal é proprietário de um total de 10.304 imóveis em todo Brasil e até no exterior que estão desocupados. Apesar do grande número de imóveis vazios, o Executivo federal gasta R$ 1,6 bilhão por ano com aluguel para abrigar órgãos públicos.

A pedido da BBC Brasil, o Ministério do Planejamento listou o número de imóveis vazios em todo país.
Do total de imóveis em desuso, 80% são prédios comerciais, residências, salas, galpões e terrenos que podem ser vendidos, alugados ou cedidos pela administração pública federal.
Esses imóveis não têm uma destinação específica e, por isso, podem ser disponibilizados inclusive para o uso privado.
Rio de Janeiro, Pará, Bahia e Santa Catarina, nessa ordem, abrigam 60% dos imóveis desocupados que podem ser negociados pela administração pública federal. São 1.587 no Rio e 1.586 no Pará (gráfico).
O restante, chamado de “bens de uso especial”, são destinados à prestação de serviço público, como, por exemplo, repartições, escolas e hospitais. 

São Paulo (483), Mato Grosso do Sul (480) e Distrito Federal (165) lideram o ranking desses imóveis que não estão sendo usados. Quatro deles estão no exterior.

O Ministério do Planejamento informou que “está trabalhando para reduzir a despesa anual de R$ 1,6 bilhão com aluguel” justamente ocupando ou negociando os imóveis próprios que estão vazios.

Em maio, por exemplo, foram colocados à venda, por meio de editais, 24 apartamentos de dois a quatro quartos e uma casa no Lago Sul como parte da estratégia elaborada para reduzir gastos e aumentar a arrecadação com a venda de bens que estão desocupados e não podem ser de uso público.

Há ainda outras estratégias como ocupar os imóveis vazios.

“Uma das medidas em curso é trocar prédios alugados por outros de propriedade da União”, esclareceu a pasta, por meio de sua assessoria de imprensa.

Para isso, diz o Ministério do Planejamento, a Secretaria de Patrimônio da União (SPU), que é responsável por gerenciar os bens federais, está negociando permutas com proprietários desses imóveis locados hoje ocupados por órgãos públicos.

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