Terça-Feira, 14 de Julho de 2020

União
Quinta-Feira, 07 de Maio de 2020, 12h:12

ECONOMIA EM RISCO

Bolsonaro diz que atende orientação de Guedes e vetará reajuste de servidores por 2 anos

Presidente foi até o STF pedir apoio para reabertura da economia e relaxamento das medidas de isolamento

Jô Navarro

Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro foi pessoalmente, à pé, acompanhado do ministro da Economia Paulo Guedes e da Casa Civil, general Braga Mello, e empresários, até o Supremo Tribunal Federal (STF). Reuniram-se com o presidente da Corte, Dias Toffoli, para falar da preocupação com a situação da economia.

"A economia a produção industrial está prestes a entrar em colapso", alertaram. Eles defendem que medidas de isolamento social e restrição de mobilidade, para conter o avanço da covid-19, não podem paralisar a economia. O discurso vem na contramão do que sinaliza o ministro da Saúde, Nelson Teich, que já admite a necessidade de lockdown em algumas cidades, a exemplo do Rio de Janeiro.

Para Toffoli, Bolsonaro disse temer 'saques' e manifestações populares' e teme que a economia brasileira se torne 'uma Venezuela' quando findar a pandemia.

O ministro Paulo Guedes renovou o pedido de compreensão do funcionalismo público quanto ao congelamento de salários por dois anos.

O ministro pediu que o presidente dispositivo do projeto de Lei Complementar (PLP) 39/20, do Senado, que destina ajuda de R$ 125 bilhões para os estados, o Distrito Federal e os municípios em razão da pandemia de Covid-19. O PLP foi aprovado na quarta-feira (6) pelos senadores por 80 votos a 0.

O projeto previa originalmente o congelamento de salário, por dois anos, para todos os servidores. Mas houve alterações, em acordo de parlamentares com o próprio presidente, para liberar reajuste salarial para algumas categorias.

Jair Bolsonaro respondeu na hora, diante da imprensa, na frente do STF, garantindo que seguirá a orientação de Paulo Guedes e vetará este dispositivo na lei de ajuda aos estados e municípios. "O que nós decidimos? Eu sigo a cartilha de Paulo Guedes na economia. E não é de maneira cega, não. É de maneira consciente e com razão. E se ele acha que deve ser vetado, esse dispositivo, assim será feito. Nós devemos salvar a economia, porque economia é vida", disse.

O presidente defendeu a retomada da atividade produtiva imediatamente, 'com responsabilidade'.

Paulo Guedes alertou para o 'risco de desabastecimento' e consequente 'colapso econômico e colapso social'.

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