Segunda-Feira, 17 de Junho de 2019

Municipal
Segunda-Feira, 31 de Dezembro de 2018, 14h:24

CASO DE POLÍCIA

Saúde: "Revolução" prometida por Emanuel Pinheiro não aconteceu

Cícero Henrique

Nesta segunda-feira (31) é ponto facultativo em Cuiabá e apenas as unidades de urgência e emergência de pronto atendimento (UPAs) das regiões Norte e Sul, policlínicas e o Hospital e Pronto Socorro de Cuiabá funcionam regularmente.

Os Postos de Saúde da Família (PSF) permanecem fechados no último dia do ano.

No CPA IV, na Avenida Curió, onde está o PSF que atende cerca de 5 mil pessoas do bairro, diversos moradores buscaram atendimento e encontraram o posto fechado. Segundo apurado pelo multiportal Caldeirão Político (CP) junto a usuários, a unidade fica "a maior parte do tempo fechada". Mesmo nos dias de funcionamento normal este PSF funciona precariamente.

Uma fonte do CP informa que faltam médicos e infraestrutura. Há uma obra de ampliação nos fundos da unidade que está em funcionamento, mas foi abandonada há muito tempo.

A promessa da prefeitura era transformar o PSF do CPA IV em Unidade Básica de Saúde (UBS), o que traria melhorias para a comunidade. A obra foi abandonada, está deteriorando e o mato tomou conta do local. (Veja fotos abaixo)

CP

PSF 1

 

CP

PSF CPA IV

 

Um vizinho do PSF chegou a publicar um vídeo mostrando o mato no terreno do PSF, pedindo providências por parte da prefeitura. Confira:

Propaganda x Realidade

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) incentiva a população a buscar atendimento nas unidades de saúde mais próximas de suas residências para evitar a superlotação do Pronto-Socorro. No entanto, as UPAs e PSFs funcionam com dificuldade, com falta de profissionais, insumos e infraestrutura.

Apesar disso a propaganda institucional afirma que há uma 'revolução' nos serviços de saúde na Capital. Emanuel Pinheiro assumiu a gestão há dois anos prometendo 'humanizar' e 'revolucionar' a saúde, mas a realidade passa longe da promessa empenhada.

Caso de polícia
A administração Emanuel Pinheiro aposta todas as fichas no novo PS, ou Hospital Municipal, como o chamam agora. A obra foi iniciada na gestão de Mauro Mendes, financiada com recursos do Ministério da Saúde, Estado e contrapartida do município. Em vias de ser concluída, a gestão do Novo PS já esbarra em investigações do Ministério Público e Tribunal de Contas do Estado.

A operação Sangria 2 levou à prisão de 3 médicos, inclusive do então secretário de Saúde Huark Douglas, sócio de duas empresas que foram contratadas para prestar serviços para o Hospital São Benedito, por meio da Empresa de Saúde Pública. Os desdobramentos das duas fases da operação Sangria virão em breve.  O vereador Abilio Junior (PSC), que presidiu a CPI da Saúde na Câmara Municipal, chegou a pedir o afastamento e cassação de Emanuel Pinheiro, mas foi "patrolado' pelos vereadores da base do prefeito.

O pedido de cassação de Emanuel Pinheiro baseou-se nos documentos, depoimentos e provas coletadas pela CPI da Saúde. Dentre as justificativas apontadas estão as abaixo elencadas:

1 - Deixou o prefeito de realizar concurso público e realizou contratações temporárias de servidores em desacordo com a lei. Segundo apurado, os secretários de Saúde contrataram 2.733 servidores temporários sem realizar processo seletivo. Além disso, foram encontradas na secretaria planilhas com mais de 1.000 indicações políticas para contratos temporários, o que foi confirmado pelo ex-secretário adjunto de Governo, Oseas Machado.

2 - Autorizou diversas dispensas de licitações para compra de materiais de consumo e usou do artifício da "emergência fabricada". É o caso, por exemplo, da dispens a de licitação na contratação da empresa Biogen por R$4.999.109,08.

3 - Omissão/negligência ao contratar profissionais não qualificados (Altair Paixão e Clayton Miranda), formados em turismo, para a coordenação da Diretoria de Logística de Suprimentos.

4 - Pagamento de Verba Indenizatória para servidores da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, sem que regulamentação legal.

5 - Gestão temerária e ingerência política, forte indicativo da existência de corrupção ou facilitação.

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1 COMENTÁRIO:

Banco também não funcionou hoje e não vi nenhuma reclamação
enviado por: Bia em 31/12/2018 às 15:42:04
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