Terça-Feira, 23 de Outubro de 2018

Municipal
Quinta-Feira, 27 de Setembro de 2018, 09h:13

SEM NEGOCIAÇÃO

Greve de professores da rede municipal começa na segunda-feira em Cuiabá

Cícero Henrique

Divulgação

Professores aprovam greve em Cuiabá a partide de 1º de outubro

Professores da rede municipal de Educação, em Cuiabá, decidiram, em assembleia realizada na tarde de quarta-feira (26), deflagrar greve a partir da próxima segunda-feira (1°/10).

O sindicato da categoria afirma que suas reivindicações não foram atendidas pelo prefeito Emanuel Pinheiro (MDB).

“O prefeito concedeu 3,53% de ganho real, deixando para trás 4% do que deveria nos conceder. Então, ele propôs um acordo vergonhoso, no qual esse valor restante seria concedido apenas a professores concursados que estão em atividade. Ou seja, aposentados, comissionados e aqueles que estão de licença não ganhariam”, explicou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Cuiabá (Sintep), João Custódio da Silva.

Ontem (26) a Prefeitura de Cuiabá disse ter encaminhado uma nova proposta visando atender às demandas dos trabalhadores da Educação, com a proposta de implementar um programa de valorização do servidor efetivo e/ou estável em exercício na função do cargo de 4% e assume o compromisso de dar encaminhamento à proposta da Lei Orgânica, para apreciação e votação. Segundo a Prefeitura, "outros pontos elencados na proposta dizem respeito à progressão de nível, representando um ganho real de 7,02% em média, por meio da adição dos seguintes percentuais: 50% adicionados ao subsídio, quando transitar do nível médio profissionalizante para graduação; 15% adicionados ao subsídio quando transitar da graduação para a especialização; 15% adicionados ao subsídio quando o servidor transitar da especialização para o mestrado e 15% adicionados ao subsídio quando transitar do mestrado para o doutorado."

Há dois meses, os professores da rede municipal cobram melhorias na Educação. Entre os itens reivindicados estão melhor infraestrutura, realização de concursos públicos, ganhos reais correspondentes a 7,5%, avanço de carreira, reajuste no pagamento da hora atividade, entre outros pontos.

A greve deixará 50 mil estudantes sem aulas em Cuiabá. “Ficamos por dois meses em negociação com o prefeito e com o secretário de Educação [Alex Vieira Passos], mas não obtivemos respostas favoráveis. Sabemos que o Município tem recursos para atender aos nossos pedidos, por meio do Fundeb e da Fonte 100, mas não fomos ouvidos”, justificou o sindicalista.

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