Domingo, 16 de Dezembro de 2018

Municipal
Quarta-Feira, 07 de Março de 2018, 16h:36

NA AMM

Governador ignora 2ª Marcha dos Prefeitos

Pedro Taques evita o corpo a corpo com os gestores que cobram os repasses atrasados para a Saúde

Jô Navarro

Vicente de Souza/AMM

AMM - 2ª Marcha dos Prefeitos

A Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) abriu na manhã desta quarta-feira (7) a 2ª Marcha a Cuiabá – Prefeitos em Defesa dos Municípios Mato-grossenses. Diferente de anos passados, hoje o evento foi solenemente ignorado pelas autoridades. Ausentes o governador Pedro Taques, o presidente da ALMT Eduardo Botelho e o presidente do TJMT. Nenhum deputado federal participou da abertura.

O presidente da AMM, Neurilan Fraga, disse que é ignorado pelo governo de Pedro Taques e sugeriu que eles tentem suprir a ausência do Estado. “Eu não tenho tido contato com o governador, já há algum tempos nós não temos conversas pessoais. Eu tinha alguma relação com alguns secretários e agora até essa relação com alguns secretários está difícil, estou há mais de 20 dias pedindo audiências com o secretário de Fazenda e ele nem responde se vai me atender ou não. Então é uma dificuldade de relacionamento também”, disse ele.

As dificuldades financeiras dos municípios foram destaque no evento. Fraga lembrou a distribuição desigual de recursos entre os entes federados por meio do Pacto Federativo, que concentra a maior parte dos recursos na União. A mudança no Pacto é uma das principais reivindicações do movimento municipalista, visando a garantir às prefeituras uma fatia maior do bolo tributário nacional.

Para Neurilan, embora os gestores se empenhem para fazer um controle rigoroso das contas, não sobram recursos para investimento. Nesse contexto, ressaltou a importância da participação do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Paulo Rabello de Castro, no evento, para apresentar as principais linhas de financiamento para os municípios.

Cobranças
A ausência de autoridades na 2ª Marcha dos Prefeitos chamou a atenção da imprensa. Num ano eleitoral, com prefeitos dos 141 municípios reunidos, era esperado que o governador Pedro Taques ouvisse as reivindicações dos municípios.

O governador evita a cobrança, cara a cara, de R$ 160 milhões em repasses atrasados para a área de Saúde, considerada a mais crítica. Os prefeitos também não esqueceram o problema causado a eles pelo governo por repassar recursos do Fundeb ao apagar das luzes de 2017. 

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