Segunda-Feira, 22 de Outubro de 2018

Municipal
Sábado, 05 de Maio de 2018, 07h:07

OPERAÇÃO MALEBOLGE

Emanuel Pinheiro permanece no cargo, decide juíza

Prefeito de Cuiabá permanece no cargo, mas teve os bens bloqueados pela justiça.

Jô Navarro

Jô Navarro/Caldeirão News

A juíza da vara de Ação Civil Pública Célia Regina Vidotti negou o pedido do MPE para afastar do cargo o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro.

No pedido, no âmbito da operação Malebolge, desdobramento da Ararath, o MPE alegou que a permanência no cargo "lhe permite acesso a uma posição em que poderia causar grandes danos à sociedade que representa".

A juíza Vidotti negou o afastamento, mas acolheu o pedido de indisponibilidade de bens e contas dos acusados. A mesma decisão vale para a prefeita de Juara, Luciane Bezerra, e Pedro Nadaf, ex-secretário de Estado.

O primeiro pedido de afastamento, quando da deflagração da operação Malebolge, foi negado pelo ministro do STF luiz Fux. “Não há que se falar em afastamento do prefeito Emanuel Pinheiro por conta de ato levado a efeito no cumprimento de mandato de parlamentar estadual”, justificou Fux.

Outros denunciados
Além de Emanuel Pinheiro, o Ministério Público Estadual denunciou a prefeita afastada de Juara, Luciane Bezerra (PV), o deputado federal Ezequiel Fonseca (PP), os estaduais Baiano Filho (PSDB) e José Domingos Fraga (PSD) e os ex-parlamentares Hermínio J. Barreto, Airton Português, Alexandre César e Antonio Azambuja. Todos foram filmados recebendo dinheiro de Sílvio Correia, ex-chefe de gabinete do então governador Silval Barbosa.

O “acordo”, segundo o MPE, consistia no pagamento de vantagem ilícita aos parlamentares no valor de R$ 600 mil, divididos em 12 parcelas mensais de R$ 50 mil cada. No caso da Luciane Bezerra, o valor foi de R$ 1 milhão.

Todos os acusados negam que o dinheiro seja oriundo de propina.

Comentários

Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!

LEIA MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO