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Terça-Feira, 22 de Maio de 2018, 16h:20

JULGAMENTO DE LUCIMAR

Advogado diz que Lucimar Campos não cometeu irregularidades e mostra números

Várzea Grande está prestes a viver mais um período de instabilidade política

Jô Navarro

Reprodução

Várzea Grande está prestes a sofrer um forte baque político. O TRE deve julgar em breve o processo de cassação da prefeita Lucimar Sacre de Campos (DEM), acusada de irregularidades na utilização de verbas da Comunicação.

A possibilidade de mudança na gestão da Prefeitura de Várzea Grande trás novamente o risco de instabilidade política. Em 2011 o município assistiu uma sequência de decisões judiciais e chegou a ficar sob a gestão de João Madureira, Tião da Zaeli e Murilo Domingos no mesmo dia. Em maio de 2015 houve novamente situação semelhante, em 24 horas foram um cassado (Walace Guimarães), um empossado - o presidente da Câmara de Vereadores, Jânio Calistro e uma diplomada pela justiça eleitoral como prefeita, Lucimar Campos (DEM), que foi a segunda colocada nas últimas eleições.

Duas decisões de primeira instância cassaram o mandato de Lucimar e do vice-prefeito Hazama. 

Em entrevista para o Caldeirão Político, o advogado responsável pela defesa da prefeita, Ronimárcio Naves, argumentou que o prefeito anterior, Wallace Guimarães, gastou apenas R$ 40 mil com publicidade institucional no 1º semestre de 2013 quando o orçamento do município era de R$ 800 milhões. Em 2014, Wallace gastou R$ 200 mil no primeiro semestre e em 2015 utilizou R$ 600 mil em comunicação, também no primeiro semestre, quando o orçamento da pasta era de R$ 6 milhões.

Segundo o advogado, o ex-prefeito teve o registro de candidatura cassado em maio 2015, quando Lucimar assumiu a prefeitura. Portanto, o primeiro semestre dela na gestão plena da pasta foi em 2016, quando realizou, segundo a defesa, exclusivamente campanhas de saúde e IPTU, para aumentar a receita. "Ela gastou 30% do que Cuiabá gastou por habitante. Gastou 20% do que Rondonópolis gastou por habitante", argumentou o advogado. "Ela gastou R$ 1,2 milhão quando podia gastar seis", acrescentou.

Segundo a defesa, caso a cassação do mandato seja confirmada pelo TRE, ainda cabe recurso ao TSE, por meio de medida cautelar.

Segundo a legislação eleitoral, se condenada a prefeita será substituída temporariamente pelo presidente da Câmara de Vereadores, Chico Curvo (DEM), e uma nova eleição deverá ser realizada em 60 dias.

Pesquisa realizada no município revela que Lucimar Campos tem aprovação de 85% da população, argumentou Ronimárcio Naves. O advogado declarou ainda não estar preocupado, pois tem certeza da inocência de sua cliente. "Coordenei a campanha eleitoral de Lucimar e sei que não cometeu nenhuma irregularidade. As contas de campanha de Lucimar Sacre de Campos foi a única do Mato Grosso aprovada com louvor e sem ressalvas", concluiu.

 

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