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Estadual
Sexta-Feira, 07 de Junho de 2019, 10h:31

DELAÇÃO DE SILVAL BARBOSA

Licitação com a concessionária Morro da Mesa pode ser anulada

Sinfra instaurou dois processos que podem anular a licitação e cancelar o contrato com a concessionária ligada ao deputado estadual Nininho, que nega ser dono da empresa

Jô Navarro

Reprodução

A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso (Sinfra) publicou nesta sexta-feira (7) a Portaria Nº 106/2019 determinando a instauração de processo administrativo para apurar a possível caducidade da concessão firmada com a MORRO DA MESA CONCESSIONÁRIA DE RODOVIAS S/A, empresa ligada ao deputado estadual Ondanir Bortolini, o Nininho, do PSD.

Na mesma edição, a Sinfra publicou a Portaria Nº 105/2019 que instaura Processo Administrativo para "apurar a eventual existência de motivos a ensejar a nulidade do procedimento licitatório da Concorrência Pública nº 014/2009/SETPU, por suposta fraude e ofensa ao caráter competitivo do certame, que resultou na assinatura do Contrato de Concessão nº 001/2011/00/00-SETPU, cujo objeto consiste na Concessão da Rodovia MT-130, trecho: Entº BR 163 (Rondonópolis) - Entº BR-070 (Primavera do Leste), com extensão de 122 km, oriundo da Concorrência Pública nº 014/2009/SETPU, com a MORRO DA MESA CONCESSIONÁRIA DE RODOVIAS S/A".

Leia também: Factoring de Piran e empresa ligada a Botelho são investigadas por fraude 

Em janeiro passado o NACO - Núcleo de Ações de Competência Originárias - pediu a suspensão do contrato baseado na delação do ex-governador Silval Barbosa, que relata ter sido procurado, em 2011, pelo deputado estadual Nininho, que pediu que o governo assinasse a concessão da rodovia e a autorização para cobrança de pedágio. Segundo consta na delação de Silval Barbosa, Nininho pagou a ele propina de R$ 7 milhões. O ex-governador relatou que parte do pagamento foi feita pela Construtora Trípolo para Jurandir da Silva Vieira. O proprietário da Trípolo é filho de Nininho.

Na delação Silval Barbosa afirmou que o dinheiro foi gasto para pagar propina a outros agentes públicos e quitar dívidas com seu operador financeiro Valdir Piran.

Nininho nega as acusações do ex-governador e afirma que não é dono da empresa.

O caso também está sendo investigado pelo TRF 1ª Região, com sede em Brasília.

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