Quinta-Feira, 19 de Outubro de 2017

Estadual
Domingo, 13 de Agosto de 2017, 09h:23

ELEIÇÕES

Faltam nomes, faltam candidatos honestos e com moral?

Cícero Henrique

Reprodução

Urna Eletrônica

Governo e oposição peemedebista, o maior e mais denso núcleo de opositores no Estado de Mato Grosso, vivem uma curiosa si­tuação antagônica quando o assunto é candidatura para compor a cha­pa majoritária nas eleições do ano que vem. O que tem em um la­do e do outro, falta em ambos.

A chapa da base aliada para o governo tem a cabeça definida. Será o governador Pedro Taques (PSDB), que estará no exercício do governo durante o período eleitoral, o que faz dele candidato à reeleição.

No PMDB, a guerra tornou-se franca, aberta e sem quartéis para a definição do nome a ser ungido como candidato ao governo.

A cabeça de chapa é o único cargo que está sendo disputado no PMDB. Na chapa para o Senado, a situação é exatamente oposta. Até por falta de pretendentes, no PMDB não se ouve qualquer zunzum a esse respeito. Todos os cargos — dois titulares e quatro suplentes — estão à disposição para livre acesso. Já na base aliada o bicho tem pegado por excesso de candidatos.

Os dois senadores em fim de man­dato, José Medeiros (PSD), e Cidinho (PR), são integrantes da base aliada. Pelo menos, em tese. Assim, as coisas começam a se complicar para encontrar o caminho mais ameno para conciliar todos os que querem disputar o Senado. Sem esquecer do dono do mandato ocupado por Cidinho Santos, o senador licenciado Blairo Maggi.

Se apenas três nomes já mostram que o problema existe, imagine então quando se abre o leque dentre os partidos mais importantes na composição geral da base aliada, como o PTB e o PSD. A dificuldade maior reside no PSD. Lembrando ainda que Mauro Mendes, ex-prefeito de Cuiabá, está animadíssimo para uma disputa majoritária.

O que é pior, ter apenas uma definição para fazer, que os escândalos estão afetando diversos nomes e muitas candidaturas que possam não ocorrer. Os dois lados, embora vivam situações antagônicas, têm um problemão pela frente.

Candidatos a senador representam uma composição importante de força que o candidato a governador deve demonstrar para o eleitorado. Se o nome em cima é competitivo, mas seus companheiros de chapa majoritária são desconhecidos e sem apelos eleitorais, há prejuízos, embora não signifique um impedimento para a vitória sozinho. De qualquer forma, é obviamente um esforço de superação.

Já a profusão de candidatos em boa situação gera uma enorme dificuldade de tessitura política para evitar que o caldo entorne — entenda-se isso como abertura de dissidências. Para a base aliada, a esperança é que, mais uma vez, o governador Pedro Taques(PSDB) consiga montar essa grande conciliação com o mínimo de prejuízos, se houver. A força da base é exatamente a unidade, exatamente o que sempre faltou nas oposições.

 

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