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Economia
Sexta-Feira, 14 de Setembro de 2018, 09h:03

INFLAÇÃO

Inflação pelo IGP-10 sobe para 1,2% em setembro; Setor de serviços teve pior julho desde 2011

O IGP-10 foi apurado em pesquisa feita entre 11 de agosto e 10 de setembro.

Redação com Agências

Arte internet

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) registrou uma inflação de 1,2% em setembro, percentual bem superior ao 0,51% de agosto e ao 0,39% de setembro de 2017. Com isso, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV), o índice acumula taxas de inflação de 7,89% no ano e de 9,66% em 12 meses.
 
O avanço foi provocado pelos preços no atacado, medidos pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo, que subiram 1,76% em setembro. Em agosto, a inflação havia sido de 0,64%.

A inflação do Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, caiu de 0,14% em agosto para 0,08% em setembro. Já o Índice Nacional de Custo da Construção passou de 0,46% para 0,16% no período.

O IGP-10 foi apurado em pesquisa feita entre 11 de agosto e 10 de setembro.

Serviços tem pior julho desde 2011

O volume de serviços prestados no Brasil caiu 2,2% em julho na comparação com o junho, pior resultado para o mês desde 2011, quando tem inicio a série histórica do levantamento. É o que aponta a pesquisa de desempenho do setor divulgada hoje pelo IBGE.

De acordo com o IBGE, quatro das cinco atividades de serviços investigadas na pesquisa tiveram queda na passagem de junho para julho. A queda mais expressiva foi a dos transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, que recuou 4,0%, e somente os serviços prestados às famílias tiveram alta no mês, de 3,1%.

Resultados por atividades: 

  • Transportes, armazenagem e correio: -4,0%
  • Serviços de informação e comunicação: -2,2%
  • Serviços profissionais e administrativos: -1,1%
  • Outros serviços: -3,2%
  • Serviços prestados às famílias: 3,1%

O acumulado do ano recuou 0,8%, com taxas negativas em três das cinco atividades e em 57,8% dos 166 tipos de serviços investigados. Entre as atividades, os serviços de informação e comunicação (-1,7%) e os profissionais, administrativos e complementares (-2,2%) exerceram os principais impactos negativos. O outro setor que também recuou foi o de serviços prestados às famílias (-1,8%). Por outro lado, as contribuições positivas ficaram com os segmentos de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (0,7%) e de outros serviços (2,4%).

Comparação anual

Em relação a julho de 2017, o setor de serviços caiu 0,3%, com queda em duas das cinco atividades. Segundo o IBGE, os serviços profissionais, administrativos e complementares (-2,8%) exerceram a principal influência negativa. O outro impacto negativo veio de serviços prestados às famílias (-0,5%).

Já no lado positivo, a contribuição mais relevante ficou com o ramo de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (0,8%). Avançaram também os serviços de informação e comunicação (0,1%) e outros serviços (0,5%).

Trajetória de recuperação

Embora em julho o setor de serviços tenha acumulado queda de 1% nos últimos 12 meses, o ritmo de queda tem perdido intensidade. Os números do IBGE mostram ganho de ritmo do indicador desde junho do ano passado, quando a queda acumulada era de 4,7%.

 

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