Quarta-Feira, 26 de Fevereiro de 2020

Economia
Sábado, 25 de Janeiro de 2020, 07h:58

HORTIFRUTI

Hortifruti: Produtor recebe pouco, mas supermercados cobram até três vezes mais pelos produtos

Da Redação

Cícero Henrique/Caldeirão Político

Cuiabá - Após períodos consecutivos de estagnação nos preços, o setor de hortifrúti começa a dar sinal de que pode voltar a pesar no bolso do consumidor nesse início de ano. De acordo com o levantamento realizado pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), o maxixe, a vagem, o milho verde e o de pipoca tiveram alta no custo direto ao mercado atacadista nesta semana.

A vagem e o milho de pipoca foram os grandes puxadores da alta de preços no período analisado. O legume figura com alta de 40%, subindo de R$ 50 para R$ 70 a caixa com 12kg. Já o milho de pipoca, denominado milho amarelo, passou de R$ 38 para R$ 52 a saca com 50kg, representando uma alta de 37% em apenas uma semana.

O maxixe e o milho verde, esse muito usado na culinária na fabricação de pamonha, bolos e curau, aumentaram 20%. Os dois na semana passada custavam R$ 50. Já nesta semana passou a valer R$ 70 a caixa com 16kg de maxixe, e 45kg de milho verde.

Segundo o engenheiro agrônomo da Seaf, Luiz Henrique Carvalho, variação da oferta e dos preços de verduras, legumes e frutas é sazonal. “É normal haver flutuação de preços. Os valores dependem da oferta dos alimentos, e isso depende de fatores imprevisíveis como o clima”, afirma Luiz.

Redução

Em contrapartida, foi registrado queda nos preços do quiabo, do abacate e da uva niagara. Todos eles tiveram os valores reduzidos em 20% no período de cotação. A caixa de 7kg de uva custava R$ 60 há sete dias, e hoje está sendo vendida a R$ 48. Já o abacate era vendido a R$ 100 a caixa com 18kg, passando a custar R$ 80. Por último o quiabo está ao preço de R$ 40 a caixa com 14kg. Na semana passada essa mesma quantidade era de R$ 50.

Cotação

A cotação de preços dos principais produtos da agricultura familiar é realizada semanalmente, toda terça-feira, a partir das 5 horas, por técnicos da Seaf, Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) e Prefeitura de Cuiabá. A pesquisa de preço leva em conta o preço mínimo, mais comum, e o preço máximo dos produtos encontrados nas barracas em três horários distintos durante o período matutino.

Além disso, o índice de preço médio dos 48 principais produtos da agricultura familiar em 21 estados brasileiros podem ser conferidos no site do Prohorti.

Preço final 

Ao consultar a tabela de preços pagos ao consumidor, verificamos que os preços nos supermercados da Capital são o dobro e até mesmo o triplo do valor. O abacate, por exemplo, cotado a 4 reais o quilo, é vendido em alguns supermercados de 9 a 12 reais o quilo. Já no caso do tomate, que custa 4 reais o quilo, é vendido por até 7 reais.  Enquanto o produtor recebe R$16,50 pelo quilo de alho, ele é vendido nos mercados a mais de 30 reais o quilo.

SEAF

Cotação - Hortifruti

 

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