Domingo, 19 de Maio de 2019

Economia
Quarta-Feira, 17 de Abril de 2019, 05h:30

FEIRA MAIS CARA

Preços de hortifrútis disparam por causa do excesso de chuva

As fortes chuvas prejudicaram a qualidade dos produtos e os preços subiram

Redação

Cícero Henrique/Caldeirão Político

O consumidor está pagando mais caro pelo quilo da melancia e da abobrinha em Cuiabá. Um dos motivos para a alta é o excesso de chuvas na Baixada Cuiabana, que elevou o preço desses dois itens hortifrutigranjeiros.

Há uma semana o quilo da abobrinha custava R$ 3,15. Na terça-feira (16.04) estava custando em média nas gôndolas dos supermercados o preço de R$ 5,29. Já a melancia, que hoje tem o preço mediano por quilo de R$ 2,39, na terça-feira passada custava R$ 1,70. Nos supermercados o quilo do tomate é vendido por R$ 8,98 e o pepipo japonês custa R$ 7,98. Já o quilo da cenoura custa R$ 4,99.

Secom/MT

Abobrinha

 

De acordo com um levantamento realizado pela Secretaria Estadual de Agricultura Familiar (Seaf), 26 itens de uma lista de 65 produtos hortifrutigranjeiros, comercializados na Central de Abastecimento de Cuiabá, tiveram alta nos valores em apenas uma semana. O clima chuvoso é o responsável pelo aumento nos preços.

O preço no atacado da caixa de 19kg da abobrinha está R$ 50,00. Na semana passada custava R$ 30,00. Alta de 70% em apenas sete dias. A melancia, também no atacado custava na terça passada R$ 1,00 o quilo. Hoje está custando 1,40. Um aumento de 40% na comercialização.

Cícero Henrqiue/Caldeirão Político

Pepino

 

As chuvas intensas no verão e que permanecem nesse início de outono são as causas dessa elevação de preços. “Muita chuva em um pequeno período de tempo prejudica demais essas frutas mais sensíveis. Consequentemente uma menor safra, menos oferta, maior preço ao consumidor”, explica o engenheiro agrônomo da Seaf, Luiz Henrique Carvalho.

A cotação de preços dos principais produtos da agricultura familiar é realizada semanalmente, toda terça-feira a partir 5h, por técnicos da Seaf, Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) e prefeitura de Cuiabá. A pesquisa de preço leva em conta o preço mínimo, mais comum e o preço máximo dos produtos encontrados nas barracas em três horários distintos durante o período matutino.

 

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