Sexta-Feira, 13 de Dezembro de 2019

Cidades
Terça-Feira, 29 de Outubro de 2019, 15h:43

RESIDENCIAL GUATÓS

Prefeito está despreparado, diz Mario Benevides após confusão durante audiência em Poconé

Prefeito impediu a entrada de parte dos interessados no debate sobre a situação do residencial Guatós, ocupado há 5 meses. Audiência terminou sob vaias.

Jô Navarro

Arquivo pessoal

Primeira-dama de Poconé se irritou com a fala do ativista Mario Benevides durante debate sobre o Residencial Guatós.

O prefeito de Poconé Atail Marques do Amaral (Tata Amaral) convocou audiência pública na manhã desta terça-feira (29) para debater a situação do Residencial Guatós, que foi ocupado há cinco meses.

O residencial faz parte do Programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal, que contempla famílias com renda de até R$ 1.800 por mês. O empreendimento com 240 casas foi erguido pela Construtora Lumen, que entrou com pedido de falência e recuperação judicial em 2018 e é a responsável pelas obras de 18 residenciais em Mato Grosso.

Segundo o advogado das famílias que ocupam o residencial, Daniel Ramalho, foi obtida em agosto decisão liminar junto ao juízo da 8° Vara Federal Cível de Mato Grosso, para que os moradores não fossem despejados.

Confusão
A audiência pública foi realizada por iniciativa do prefeito Tata Amaral, que convidou autoridades, os contemplados e os representantes das famílias que ocuparam as casas: Dr. Daniel Ramalho e os ativistas Mário Benevides e Gesiel Reis.

Ao chegarem ao local, os organizadores, liderados pela primeira-dama do município, Joelma Gomes, permitiram a entrada apenas dos cidadãos contemplados  no sorteio de moradias no residencial Guatós, impedindo a participação dos demais. Questionado pelo advogado Daniel Ramalho, o prefeito Tata Amaral respondeu que quem vai votar nele no ano que vem são os contemplados com as moradias. "Eles que vão me eleger", justificou o prefeito. Houve discussão e ele foi vaiado pela maioria dos presentes.

Durante a audiência, o ativista Mario Benevides teve oportunidade de se manifestar e lembrou que, em caso de desocupação, a construtora é obrigada por lei a retomar a obra em 48 horas. Segundo ele, isso não é possível, pois a mesma decretou falência. Além disso, o Ministério das Cidades não liberou recursos para o programa Minha Casa, Minha Vida em Mato Grosso. Para Mario Benevides, a Prefeitura precisa fazer um estudo técnico e propor alternativa de moradia para os atuais ocupantes, cerca de 1.500 pessoam. O ativista foi interrompido com rispidez pela esposa do prefeito, sendo vaiada pelos presentes. 

Quando o prefeito Tata Amaral pegou o microfone, não conseguiu falar por causa das vaias e deixou o recinto. 

"O prefeito está despreparado para este tipo de debate", disse Mario Benevides.

Veja abaixo:

2 COMENTÁRIOS:

Esse agitador vem la do inferno pra coloca o povo contra o prefeito...eo prefeito caiu na armaçao desse tal ativista...só interresse proprios
enviado por: Odnilson alvez em 30/10/2019 às 14:01:23
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Vc deve colocar as informações correta. Vc por acaso entrevistou alguns dos sorteado? Vc devia ouvir os dois lados, ou melhor, ainda tá tempo pra vc corrigir a matéria, e ser honesto.
enviado por: Poconeano em 29/10/2019 às 20:30:52
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