Quarta-Feira, 12 de Agosto de 2020

Cidades
Domingo, 12 de Julho de 2020, 08h:24

COVID-19 EM MATO GROSSO

Pandemia de Covid-19 em MT está descontrolada

Jô Navarro

Reprodução/G1

O número de novas mortes por Covid-19 tem variado nas últimas duas semanas, considerando os dados até o consolidado de 11 de julho. Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação do balanço do consórcio de veículos de imprensa em relação à média registrada duas semanas atrás.

Subindo: PR, RS, SC, MG, DF, GO, MS, MT, RR, TO, PB
Em estabilidade: ES, SP, RO, AL, BA, CE, MA, PE, PI, SE
Em queda: RJ, AC, AM, AP, PA, RN

Em Mato Grosso foram registrados 28.526 casos confirmados da Covid-19, sendo registrados 1.047 óbitos 

Nas últimas 24 horas, surgiram 903 novas confirmações no Estado de Mato Grosso. Nesta edição do Boletim, a SES-MT aponta que entre casos confirmados, suspeitos e descartados para a Covid-19, há 242 internações em UTI e 362 em enfermaria. Isto é, a taxa de ocupação está em 91,3% para UTIs e em 53,1% para enfermarias.

Dentre os 20 municípios com maior número de casos de Covid-19, estão Cuiabá (6.208), Rondonópolis (2.200), Várzea Grande (2.122), Lucas do Rio Verde (1.359), Sorriso (1.224), Tangará da Serra (1.154), Primavera do Leste (1.075), Sinop (890), Nova Mutum (683), Pontes e Lacerda (653), Campo Verde (521), Cáceres (474), Colíder (402), Barra do Garças (384), Peixoto de Azevedo (378), Sapezal (377), Confresa (356), Campo Novo do Parecis (352), Querência (304) e Matupá (274).

Crescimento descontrolado

O pesquisador Pedro Hallal, da Universidade Federal de Pelotas alerta que a pandemia de Covid-19 em Mato Grosso está fora de controle. "Mato Grosso largou lá atrás, mas é o estado que mais acelera 'na pista'. Se continuar nesse ritmo de contágio, vai ultrapassar todos os outros estados e daqui a pouco será o estado com mais mortalidade no Brasil."

Kit Covid

Especialistas alertam que os medicamentos no chamado 'Kit Covid' não têm eficácia comprovada. Para especialistas, gestores tentam camuflar a falta de estrutura da rede hospitalar oferecendo o 'kit Covid', como se fossem a solução, "mas não é". 

Não existe medicamento para curar a Covid-19, alertam infectologistas.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se posicionou sobre a informação de que algumas prefeituras do Brasil distribuirão o medicamento ivermectina como forma de tratamento e até prevenção à Covid-19. Segundo o órgão ligado ao Ministério da Saúde, o uso da substância não é recomendado para a doença causada pelo coronavírus. Não há comprovação de eficácia do medicamento no combate da doença.

Doutora em microbiologia pela Universidade de São Paulo (USP), a bióloga Natalia Pasternak alerta para o uso coletivo da medicação, que pode dar uma falsa sensação de segurança na população. “Na dose de bula, o remédio em si não é perigoso. Individualmente, a Ivermectina não vai fazer mal para ninguém, mas coletivamente causa um mal de saúde pública que é o uso profilático. Isso pode levar as pessoas a um comportamento de risco, que é a falta de preocupação. A Ivermectina nem foi testada, só em cultura de células. A cloroquina não, já foi testada e reprovada. A ivermectina pode ser que tenha efeito? Se tiver, ótimo. Mas ainda não se mostrou, a probabilidade de ter sucesso é baixa. A dose que os pesquisadores usaram quando em célula é altíssima, que se reproduzida em gente, seria grave. Tem grande probabilidade de não funcionar, mas está sendo testado. Antes do resultado, não tem motivo da gente usar”, afirma.

 

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