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Quinta-Feira, 09 de Janeiro de 2020, 07h:36

AGRESSÃO

Presidente do Pros, Eurípedes Jr. é acusado de espancar a filha em Planaltina

Redação

Reprodução

Eurípedes Júnior

O presidente nacional do Partido Republicano da Ordem Social (Pros), Eurípedes Júnior, é acusado de agredir fisicamente a própria filha na sede do partido, em Planaltina de Goiás, no Entorno do Distrito Federal.

O caso ocorreu na tarde desta quarta-feira (08/01/2019). A briga teria sido motivada por uma discussão entre pai e filha envolvendo um veículo em nome de Eurípedes, infornou o site Metrópoles.

Em depoimento prestado na Delegacia de Planaltina de Goiás, a filha de Eurípedes afirmou que sua relação com o pai começou a ficar “conturbada” em 2017, quando ele se separou da mãe. Segundo relatou aos policiais, o político “parou de pagar sua faculdade e a demitiu do serviço”.

Em decorrência do episódio, os dois não se falaram por um ano, mas voltaram a ter contato em 2018. Nesta quarta-feira (8), o presidente da sigla a teria procurado pedindo que fosse à sede do partido, pois “precisava do carro dela e iria lhe pagar R$ 15 mil pelo veículo”.

A jovem narra que não aceitou a proposta do pai e, “para não brigar, se levantou e saiu”. Eurípedes, então, conforme consta no depoimento, teria tomado a chave da mão da filha e “passou a lhe dar tapas e pontapés”.

As agressões não teriam cessado nem quando ela conseguiu entrar no carro. Neste momento, Eurípedes a teria puxado do veículo e a jogado no chão.

A violência foi atestada em relatório médico solicitado pela Polícia Civil goiana. No documento, o médico legista afirma que a vítima apresentava “marcas de dente (duas) e edema em quadril direito”.

A polícia está à procura do presidente do Pros, que, até a última atualização deste texto, era considerado foragido. Segundo o advogado Bruno Pena, que representa o político, a defesa vai se pronunciar após tomar ciência da acusação.

Polêmicas

Eurípedes Júnior já foi alvo de outro mandado de prisão, em 2018, e chegou a se entregar à Polícia Federal, mas se beneficiou da lei eleitoral, que impede prisões às vésperas ou no dia das eleições. Ele era investigado por desviode dinheiro da Prefeitura de Marabá (PA).

Também há indícios de que o presidente da legenda tenha agido para destruir provas da compra de um avião com recursos da saúde destinados pela União ao município de Marabá, no interior do Pará.

A investigação tinha como alvo um suposto esquema de desvios de mais de R$ 2 milhões em contratos da prefeitura para compra de gases medicinais em Marabá. Parte dos valores teria sido destinada à compra de uma aeronave por João Salame Neto, ex-prefeito da cidade.

A polícia constatou, conforme o pedido de prisão dos investigados, que João Salame seria o elo entre todos os investigados. E que a tentativa de pagamento de R$ 400 mil por Eurípedes Júnior, através das contas do Pros, teve como finalidade simular que legenda tivesse comprado legitimamente a aeronave.

Essa não é a única polêmica envolvendo Eurípedes e aeronaves. Em 2015, o partido usou R$ 2,4 milhões do Fundo Partidário, dinheiro público, para adquirir um Robinson R66 Turbine, prefixo PP-CHF. O helicóptero foi comprada à vista.

Na época em que a aquisição veio à tona, deputados do próprio partido criticaram o comando da sigla. “Isso é um absurdo. Como pode usar dinheiro público para comprar helicóptero só para vir de Planaltina de Goiás para Brasília?”, queixou-se o então líder da bancada do Pros na Câmara, Domingos Neto (CE), atualmente no PSD.

Além do helicóptero, o Pros possuía um avião adquirido em 2014 para auxiliar no deslocamento dos integrantes do partido. A compra do bimotor, inclusive, virou alvo da Operação Partialis, deflagrada pela Polícia Federal e Receita Federal.

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