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Brasil

Quarta-Feira, 31 de Outubro de 2018, 07h:42

OPERAÇÃO TRIDÃO

Presidente da Codesp é preso em operação contra corrupção e fraudes em contratos e licitações

Além de José Alex Oliva, ainda há seus mandados de prisão e 17 de busca e apreensão São Paulo, Santos, Barueri, Guarujá, Rio de Janeiro, Fortaleza e Brasília.

Redação

Reprodução/TV Globo

A Polícia Federal deflagrou nesta manhã (31/10) a Operação Tritão, juntamente com a Controladoria Geral da União, Tribunal de Contas da União, Receita Federal e Ministério Público Federal, contra fraudes em licitações da Companhia Docas do Estado de São Paulo – CODESP. O grupo atuava em processos licitatórios das áreas de tecnologia da informação, dragagem e consultoria.

Cerca de 100 policiais federais, 8 auditores da CGU e 12 servidores da Receita Federal cumprem 7 mandados de prisão temporária e 21 mandados de busca e apreensão, nas cidades de São Paulo, Santos, Guarujá, São Caetano do Sul, Barueri, Rio de Janeiro/RJ, Fortaleza/CE e Brasília/DF, todos expedidos pela 5ª Vara da Justiça Federal de Santos.

Foi preso esta manhã José Alex Oliva, presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), estatal ligada ao Ministério dos Transportes, que administra o Porto de Santos

As suspeitas de irregularidades surgiram com um vídeo postado na internet no mês de setembro de 2016, no qual um assessor do Presidente da CODESP confessava a prática de diversos delitos ocorridos no âmbito daquela empresa. O inquérito teve início em novembro de 2017, após informação sobre o conteúdo do vídeo ser enviada pelo Ministério Público Federal à PF, para que fosse feita uma investigação policial a partir dos fatos que ele narrava.

Os autos apontam irregularidades em vários contratos, que seriam realizados por meio de fraudes envolvendo agentes públicos ligados a estatal e a empresários. Dentre as irregularidades apuradas, destacam-se contratações antieconômicas e direcionadas, aquisições desnecessárias e ações adotadas para simular a realização de serviços. Os contratos sob investigação perfazem um total de mais de R$ 37 milhões.

Os investigados responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de associação criminosa, fraude a licitações, corrupção ativa e passiva, com penas de 1 a 12 anos de prisão.

 

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