Domingo, 12 de Julho de 2020

Brasil

Quinta-Feira, 14 de Maio de 2020, 07h:55

LAVA JATO

PF prende ex-deputado e empresário por fraudes em compras para hospital de campanha da covid-19

Redação

Agência Brasil

A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público Federal, deflagrou nesta manhã, 14/05, a Operação “FAVORITO”, que é um desdobramento das Operações Quinto de Ouro e Cadeia Velha, etapas da Lava Jato no Rio de Janeiro. O objetivo desta fase é investigar grupo capitaneado por empresários que, por meio do pagamento de vantagens indevidas à Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, Deputados Estaduais e outros agentes públicos, vem há pelo menos 10 anos se destacando como um dos principais fornecedores de mão-de-obra terceirizada para o governo do Estado do Rio de Janeiro e órgãos à ele vinculados.

Cerca de 120 policiais federais, com o apoio de Auditores Fiscais da Receita Federal, cumprem 42 mandados de busca e apreensão e 05 mandados de prisão preventiva nos Estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. Os mandados foram expedidos pela 7ª Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro, em razão dos indícios da prática dos crimes de lavagem de capital, organização criminosa, corrupção, peculato e evasão de divisas.

Presos

Foram presos o ex-deputado estadual Paulo Melo, o empresário Mário Peixoto e outras duas pessoas. Peixoto é dono de fornecedora para o governo do Rio de Janeiro e governo federal. A PF afirma ter encontrado indícios de fraude nas compras para os hospitais de campanha da Covid-19.

Paulo Melo é ex-presidente da Alerj. Ele foi condenado a 12 anos e 10 meses de prisão por corrupção passiva e organização criminosa. Deixou a prisão em março deste anos e cumpria prisão domiciliar.

Segundo a PF, os elementos apontam que o grupo criminoso alavancou seus negócios com contratações públicas realizadas por meio das suas inúmeras pessoas jurídicas, entre elas Cooperativas de Trabalho e Organizações Sociais, em sua maioria constituídas em nome de interpostas pessoas [laranjas], a fim de permitir a lavagem dos recursos públicos indevidamente desviados e disfarçar o repasse de valores para agentes públicos envolvidos.

A investigação aponta que os atos de lavagem de capitais também ocorrem no exterior, por meio da constituição de empresas e contas bancárias não declaradas à RFB, bem como compra de imóveis em Miami, estando em curso diligências de cooperação jurídica internacional para mapear o caminho dos recursos em comento.

Durante as diligências investigatórias, surgiram provas de que a Organização criminosa persiste nas práticas delituosas, inclusive se valendo da situação de calamidade ocasionada pela pandemia do Coronavírus, que autoriza contratações emergenciais e sem licitação, para obter contratos milionários de forma ilícita com o Poder Público, além de atuar para destruição de provas.

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