Domingo, 16 de Dezembro de 2018

Brasil

Quinta-Feira, 28 de Setembro de 2017, 09h:02

OPERAÇÃO ANEL DE GIGES

Operação da PF que apura desvio de R$ 32 milhões tem como alvos filhos e enteados de Jucá

Redação

Divulgação/PF

A Polícia Federal, em conjunto com a Receita Federal, deflagrou nesta quinta-feira (29/9) a Operação Anel de Giges, com o objetivo de investigar organização criminosa acusada de peculato, lavagem de dinheiro e desvios de verbas públicas. Estão sendo cumpridos 17 mandados judiciais, expedidos pela Justiça Federal de Roraima, sendo 9 mandados de busca e apreensão e 8 mandados de condução coercitiva em Boa Vista/RR, Brasília/DF e Belo Horizonte/MG.

Na investigação, foi identificado o desvio de R$ 32 milhões dos cofres públicos, tendo como origem o superfaturamento na aquisição da Fazenda Recreio, localizada em Boa Vista/RR, e na construção do empreendimento Vila Jardim, do projeto Minha Casa Minha Vida, no bairro Cidade Satélite, em Boa Vista/RR.

Agentes da Polícia Federal estão na casa do filho de Romero Jucá, o ex-deputado Rodrigo Jucá. Agentes recolhem documentos dentro da moradia, que fica no bairro Paraviana, em área nobre de Boa Vista. Os alvos da operação Anel de Giges não têm foro privilegiado.

Além de Rodrigo de Holanda Menezes Jucá e Marina de Holanda Menezes Jucá, são alvos da operação os filhos da prefeita de Boa Vista, Teresa Surita, Luciana Surita da Motta Macedo e Ana Paula Surita Motta Macedo.

Os investigados estão sendo conduzidos coercitivamente à Polícia Federal, interrogados e indiciados pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, que preveem penas de até 30 anos de reclusão.

O nome da operação foi inspirado na citação existente no Livro II da obra filosófica A República de Platão, na qual é discutido o tema da Justiça. O Anel de Giges permite ao seu portador que fique invisível e cometa ilícitos sem consequências.

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