Quinta-Feira, 14 de Novembro de 2019

Brasil

Sexta-Feira, 13 de Setembro de 2019, 16h:56

OPERAÇÃO KORUBO

Operação da PF e Funai contra garimpo ilegal termina com 60 balsas queimadas

Redação

Divulgação/PF

PF queimou cerca de 60 balsas usadas em garimpo ilegal

A Polícia Federal, atuando em cooperação com a Fundação Nacional do Índio - Funai e com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais - Ibama, finalizou, hoje 13/09, uma grande operação para desmobilização de garimpo ilegal próximo a índios isolados na Terra Indígena (TI) Vale do Javari, no extremo oeste do estado do Amazonas, zona fronteiriça com o Peru.

Nos últimos quatro dias cerca da 60 agentes da PF, da Funai e do Ibama atuaram na inutilização de aproximadamente 60 balsas que garimpavam ilegalmente nas TI Vale do Javari, TI Katuquina do Rio Biá e na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Cujubim, no alto curso do rio Jutaí.

Trata-se de uma das áreas de mais difícil acesso da Amazônia brasileira, o que levou a equipe a inutilizar os equipamentos de garimpagem e de apoio ao ilícito no próprio local, conforme a legislação vigente. A TI Vale do Javari é o território com a maior concentração de Povos Indígenas Isolados de todo o mundo, havendo nove Referências Confirmadas, além de três Referências em Investigação. A proteção territorial desenvolvida, por meio de operações de fiscalização federal, é essencial para a garantia da autonomia e da sobrevivência desses povos indígenas.

Foram cinco meses de planejamento e preparação logística que contaram com imagens de satélite recentes da região, dois aviões da Polícia Federal (um para logística e transporte de equipamentos e outro que voa em alta altitude para o reconhecimento da área) e quatro helicópteros (2 do IBAMA e 2 da PF) para as abordagens das balsas de garimpo e o transporte das equipes operacionais. As ações de flagrante e destruição dos equipamentos de garimpo foram realizadas pelos integrantes do Grupo Especial de Fiscalização (GEF) do IBAMA, do Comando de Operações Táticas (COT) e Delegacia de Tabatinga, ambos da PF, e da Coordenação Geral de índios Isolados e de Recente Contato (CGIIRC) da Funai.

O Ministério Público Federal em Tabatinga-AM acompanha todo o processo auxiliando na articulação entre as instituições envolvidas na operação e expedindo recomendações aos órgãos competentes para inutilização dos equipamentos utilizados para o ilícito e nos procedimentos criminais posteriores.

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