Domingo, 18 de Novembro de 2018

Brasil

Terça-Feira, 15 de Maio de 2018, 07h:02

OPERAÇÃO EFEITO DOMINÓ

Oito doleiros são alvos da PF em 6 estados e DF

PF cumpre hoje 18 mandados de busca e apreensão, cinco mandados de prisão preventiva e três mandados de prisão temporária

Redação

Divulgação/PF

A Polícia Federal deflagrou nesta manhã, 15/5, a Operação Efeito Dominó, em mais um desdobramento dos trabalhos iniciados em 2017 e que resultaram na chamada Operação Spectrum. A ação desta fase tem, dentre outros, o objetivo de reunir informações complementares da prática dos crimes de lavagem de dinheiro, contra o Sistema Financeiro Nacional, organização criminosa e associação para o tráfico internacional de entorpecentes.

Cerca de 90 policiais federais estão cumprindo 26 ordens judiciais, sendo 18 mandados de busca e apreensão, cinco mandados de prisão preventiva e três mandados de prisão temporária nos estados do Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará, Paraíba, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e São Paulo.

Durante a investigação policial foi possível identificar uma complexa e organizada estrutura destinada à lavagem de recursos provenientes do tráfico internacional de entorpecentes. As investigações demonstram indícios acerca do modus operandi da organização criminosa, consistente na convergência de interesses das atividades ilícitas dos “clientes dos doleiros” investigados, pois de um lado havia a necessidade de disponibilidade de grande volume de reais em espécie para o pagamento de propinas e de outro, traficantes internacionais possuíam disponibilidade de recursos em moeda nacional e necessitavam de dólares para efetuar as transações internacionais com fornecedores de cocaína.

Dentro das estruturas investigadas neste caso, verificou-se a atuação concreta e direta de dois operadores financeiros (“doleiros”) já conhecidos de operações anteriores da Polícia Federal – Operação Farol da Colina (caso Banestado) e Operação Lava Jato. Ambos foram alvos de tais investigações pelas práticas dos mesmos crimes ora investigados.

Quanto ao operador financeiro (“doleiro”) já investigado da Operação Lava Jato, Carlos Alexandre de Souza Rocha, conhecido como Ceará, delator da Lava Jato, chama atenção o fato de ter retornando às suas atividades ilegais mesmo tendo firmado acordo de colaboração premiada com a Procuradoria Geral da República, que foi posteriormente homologada pelo Supremo Tribunal Federal. A PGR e o STF serão comunicados sobre a prisão do réu colaborador, para avaliação quanto a “quebra” do acordo firmado. 

Os presos serão conduzidos à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba/PR, onde permanecerão à disposição da Justiça Federal.

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