Segunda-Feira, 28 de Setembro de 2020

Brasil

Sábado, 28 de Março de 2020, 17h:26

COVID-19

Mandetta defende isolamento social e atuação coordenada com Estados e municípios

"Este vírus ataca o sistema de saúde, ataca a sociedade como um todo. Ele ataca a logística, ele ataca a educação, ele ataca a economia, ele ataca uma série de estruturas no mundo."

Jô Navarro

Reprodução

Em coletiva de imprensa na tarde deste sábado (28) o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta reafirmou a importância do isolamento social para evitar o colapso da rede hospitalar brasileira. Em longo pronunciamento, fez um balanço dos primeiros 30 dias desde a chegada do vírus no Brasil e afirmou que chegou-se a um consenso na reunião de ministros com o presidente Jair Bolsonaro.

Números da pandemia

Subiu para 3.904 os casos confirmados de coronavírus no Brasil. O número de óbitos também aumentou para 111. De acordo com informações repassadas pelos estados ao Ministério da Saúde, até as 16h deste sábado (28), as mortes estão localizadas nos estados do Amazonas (1), Ceará (4), Pernambuco (5), Piauí (1), Rio de Janeiro (13), Goiás (1), Paraná (2), Santa Catarina (1) e Rio Grande do Sul (2). São Paulo continua registrando o maior número de casos e de mortes, são 84 óbitos no estado.

Dados Covid-19 - 28/03/2020

 

 

Isolamento social 

Em coletiva de imprensa na tarde deste sábado o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta reafirmou a importância do isolamento social para evitar o colapso na rede hospitalar brasileira. Em longo pronunciamento, o ministro fez um balanço dos primeiros 30 dias desde a chegada do vírus no Brasil.

"Nós precisamos ter racionalidade e não nos mover por impulso neste momento. Vamos nos mover, como eu disse desde o princípio, pela ciência e pela parte técnica, com planejamento. Pensando em todos os cenários quando a gente fala de colapso, de sobrecarga, ou de sobreuso no sistema.", disse Mandetta.

Ação coordenada

O ministro comunicou que os ministérios da Saúde e da Economia têm a tarefa, nos próximos dias, de encontrar uma solução conjunta que atenda as necessidades de logística, de produção, abastecimento e contenção da contaminação. Neste sentido Estados e municípios devem seguir a orientação federal, que buscará ordenar como e onde 'parar'.

"O lockdown - parada absoluta ou total -, pode vir a ser necessário, em algum momento, em alguma cidade. O que não existe é um lockdown ao mesmo tempo, desarticulado. Isso é um desastre que vai causar muito problema pra nós da saúde", ele afirmou. "Por enquanto, permanece a decisão de cada município", disse.

"Se a gente não tiver uma logística, como é que a gente vai chegar com alimento no supermercado? As vezes, a pessoa pode ter o recurso, mas não tem a mercadoria, a mercadoria não chegou porque parou tudo.”

”Nós vamos construir o enfrentamento juntos, com técnica, com ciência, com planejamento, e unidos".

Mandetta afirmou que o presidente Jair Bolsonaro está correto ao alertar que a população pode 'morrer de fome' se parar tudo. Mas ponderou que é preciso ajustar o que fechar, o que vai funcionar, de forma a atender a necessidade do setor produtivo, da logística e também da contenção da contaminação para evitar 'que todos cheguem ao mesmo tempo no hospital'.

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