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Segunda-Feira, 05 de Agosto de 2019, 08h:05

VAZA JATO

Jornal afirma que Moro omitiu palestra remunerada em prestação de contas

Redação

Reprodução

Sérgio Moro

Uma notícia do jornal Folha de S. Paulo deste domingo (4), em parceria com o Intercept, revela que o ministro da Justiça e Segurança Pública,  Sérgio Moro, omitiu das autoridades uma palestra remunerada realizada em 2016, quando era juiz federal. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região, com sede em Porto Alegre, responsável pela revisão dos processos da primeira instância do Paraná, informou ao jornal que Moro declarou ter participado de 16 eventos externos em 2016, incluindo 9 palestras, 3 homenagens e 2 audiências no Congresso Nacional. Mas a relação de eventos não inclui uma palestra mencionada numa mensagem que ele enviou ao procurador Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato em Curitiba, pelo aplicativo Telegram em 2017, que faz parte do pacote obtido pelo site The Intercept Brasil.

De acordo com a notícia, no dia 22 de maio de 2017, Moro disse ao procurador Dallagnol que um executivo do grupo de comunicação Sinos queria seu contato para fazer um convite. ‘Ano passado dei uma palestra lá para eles, bem organizada e bem paga’, escreveu o juiz. ‘Passa sim!’, respondeu Dallagnol. Uma resolução aprovada pelo Conselho Nacional de Justiça em junho de 2016 tornou obrigatório para juízes de todas as instâncias o registro de informações sobre palestras e outros eventos”, lembra a reportagem.

Em resposta, Moro afirmou que a omissão da palestra em suas prestações de contas pode ter ocorrido por “puro lapso”. "Em 2016 não fui totalmente sincero.Escondi a doação à caridade decorrente da palestra,pois achei que poderia soar como inadequada autopromoção. Escusas agora pela revelação, mas preciso dela contra falsos escândalos. Há outras doações, mas os fatos importam mais do que a publicidade.", disse Moro no Twitter.

Uma resolução aprovada pelo Conselho Nacional de Justiça em junho de 2016 tornou obrigatório para juízes de todas as instâncias o registro de informações sobre palestras e outros eventos que podem ser classificados como “atividades docentes” pelas normas aplicadas à magistratura.

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