Domingo, 21 de Abril de 2019

Brasil

Segunda-Feira, 15 de Abril de 2019, 07h:34

DEFESA DA PROPRIEDADE

Invasões de terras despencaram no governo de Jair Bolsonaro

Corte de financiamento público e aplicação do rigor da lei frearam as invasões de fazendas no País

Da Redação

Arquivo/Reprodução

Protesto do MST na BR-364

Desde a posse de Jair Bolsonaro na Presidência da República o número de invasões de terras despencou no Brasil.

O discurso do presidente de criminalizar invasões, a troca de lideranças no Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e o fim do financiamento por parte do setor público por meio de convênios com ONGs.

Desde janeiro, apenas uma ocupação de terra foi registrada pelo Incra no País, promovida pela União Nacional Camponesa no sudeste paraense e durou apenas três dias. Em janeiro de 2018 foram registradas 43 ocupações.

O mês de abril, tradicionalmente marcado pela intensificação das mobilizações do MST, por meio do 'Abril Vermelho', este mês terá apenas marchas, comercialização de produtos agrícolas e plenárias de debates. O MST optou por evitar enfrentamento com forças de segurança nos estados e com a ala mais radical dos apoiadores do governo Bolsonaro.

O secretário especial ressalta ainda que há em todo o País um grande número de lotes que foram vendidos pelos assentados. Por isso o Incra começa a fiscalizar os assentamentos rurais para verificar se os lotes doados estão efetivamente produzindo. Os lotes vazios serão usados para acomodar acampados do MST, segundo o secretário especial de Assuntos Fundiários, Luiz Antônio Nabham Garcia.

"Este governo fechou as torneiras. Não tem mais dinheiro para ONGs e invasores de propriedades. Não tem mais dinheiro para ser jogado na lata do lixo", diz Nabham. 

A permissão de posse de arma de fogo concedida por Jair Bolsonaro nos primeiros dias de governo contribuiram para reduzir as invasões. Outro ponto que desestimulou o MST é o uso cada vez maior de segurança armada nas fazendas e até consórcios de fazendeiros que se unem para garantir a segurança das propiedades.

(Com informações do Estadão)

 

 

 

 

 

 

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