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Força-tarefa deflagra 2ª fase de operação contra roubo de cargas no Paraná, no DF e em outros 4 Estados | Caldeirão Político

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Quinta-Feira, 10 de Agosto de 2017, 08h:23

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Força-tarefa deflagra 2ª fase de operação contra roubo de cargas no Paraná, no DF e em outros 4 Estados

Redação

Reprodução

Operação da Policia Federal em MT

Uma força-tarefa das polícias Federal, Rodoviária Federal e Militar realiza na manhã desta quinta-feira (10) a segunda fase de uma operação contra roubo de cargas em Goiás, no Distrito Federal e em mais quatro estados. Segundo as investigações, o prejuízo causado gira em torno de R$ 30 milhões.

São cumpridos 91 mandados judicias, sendo 40 de prisão. Ao todo, 450 policiais atuam em cidades de Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e no DF.

Denominada Hicsos II, ela é um desdobramento da operação Hicsos, realizada em fevereiro deste ano e que prendeu, na época, 30 pessoas.

 

Segundo a PF, o foco desta fase é um grupo de empresários e agentes políticos que davam suporte financeiro ao roubo de cargas em vários municípios brasileiros.

A polícia acredita que um dos envolvidos está foragido na Inglaterra. Por isso, será solicitado auxílio das autoridades britânicas e da Interpol para encontrá-lo.

Os envolvidos responderão pelos crimes de roubo qualificado, cárcere privado, lavagem de dinheiro, organização criminosa, tráfico de drogas e receptação.

Uma coletiva deve ser realizada nesta quinta-feira para dar mais detalhes sobre a operação.

Primeira fase
A primeira fase da operação foi realizada no último dia 22 de fevereiro. Na ocasião, foram expedidos 82 mandados judiciais, sendo 37 de prisão preventiva, 14 de condução coercitiva, quando a pessoa é levada para prestar depoimento e 31 de busca e apreensão. Os alvos são as cidades de Goiânia, Anápolis, Aparecida de Goiânia, Trindade, Bela Vista, Leopoldo de Bulhões, Alexânia, Morrinhos, Campos Belos, além do Distrito Federal.

Também foram apreendidos 15 veículos roubados e 15 armas de fogo, além de recuperadas cargas roubadas avaliadas em mais de R$ 500 mil.

Segundo a força-tarefa, donos de supermercado, distribuidoras de alimentos e bebidas e até postos de combustíveis pagavam 50% do valor da carga para os criminosos. Após receberem a mercadoria, revendiam os produtos de origem ilegal.

“O dinheiro que era conseguido pelas quadrilhas era usado para cometer outros crimes. A quadrilha também atuava no tráfico de drogas e roubos de carros. Então, desmanchando essa quadrilha agora, também atingimos outros tipos de crimes”, disse na época o superintendente da Polícia Federal, Humberto Ramos.

Ainda segundo a Polícia Federal, esses criminosos agiam de duas a três vezes por semana. “Eles não tinham outra profissão, era só essa de crimes mesmo. Então, eles roubavam para eles, roubavam para as quadrilhas, agiam com uma grande frequência”, disse o superintendente.

Os criminosos chegavam a fazer falsas barreiras policiais, usando coletes de fiscalização e veículos equipados com sirene e giroflex. Eles paravam os caminhões e, caso se interessassem pela carga, anunciavam o assalto. Segundo o superintendente da Polícia Rodoviária Federal, Álvaro Resende, os crimes aconteciam principalmente na região de Anápolis.

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