Sábado, 21 de Julho de 2018

Brasil

Segunda-Feira, 02 de Julho de 2018, 09h:13

ELEIÇÕES 2018

Dirigente do Grupom diz que pesquisas não estão entendendo os eleitores atuais

Redação

Mario Rodrigues Filho

Diretor do Grupom,

O principal dirigente do instituto de pesquisa Grupom, Mário Rodrigues, afirma que, a três meses das eleições para governador, o que pode dizer, sem receio de errar, é que o quadro político-eleitoral “está inteiramente aberto”.

As pesquisas informam, enfatiza Mário Rodrigues, “que não há definido”. Se as propostas dos pré-candidatos tendem a guardar certa semelhança, como os eleitores vão distingui-los — apoiando uns e não outros? “Os eleitores quem um candidato honesto, com ficha limpa, que tenha garra e seja competente. É o básico, é o central. O eleitor está decepcionado com tudo e com todos, mas sabe, porque tem bom senso, que vai chegar o momento em que terá de fazer suas escolhas.”

Mário Rodrigues sublinha que uma coisa é crucial: “Não basta ter boas propostas e explicá-las bem. O candidato precisa ser visto como confiável, crível. Por isso seu histórico será examinado pelos eleitores. Quem tiver um histórico ruim será rejeitado”.

“Os pesquisadores”, que têm usado métodos antigos para examinar fatos novos, “sabem pouco a respeitos dos atuais eleitores. Nem mesmo as pesquisas qualitativas estão conseguindo capturar os verdadeiros sentimentos deles. Pode ser que não estejam confusos, e sim que estamos usando métodos tradicionais que não conseguem capturar um fenômeno novo. A velocidade da mudança de comportamento dos eleitores é maior do que nossa capacidade de entendê-la”, afirma Mário Rodrigues.

Qual a principal diferença do processo eleitoral de 2018 em relação a outras eleições? “No momento, é muito difícil entender a cabeça dos eleitores”, assinala Mário Rodrigues.

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