Domingo, 17 de Dezembro de 2017

Brasil

Domingo, 03 de Dezembro de 2017, 08h:43

CULTIVO LIBERADO

Cultivos de ostras e mexilhões de Santa Catarina estão livres da toxina paralisante

Redação

Reprodução

Cultivo de ostras em SC

A Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca anunciou que todas as áreas de cultivos de ostras, vieiras, mexilhões e berbigões de Santa Catarina estão desinterditadas. Portanto, está liberada a retirada, a comercialização e o consumo destes animais e seus produtos, inclusive nos costões e beira de praia. O comunicado oficial foi divulgado pelo Estado no dia 28-11.

As últimas localidades interditadas eram Laranjeiras, em Balneário Camboriú, e Praia Alegre, em Penha. Com o segundo resultado negativo para presença da toxina paralisante (PSP), elas foram liberadas.

 O estado é o maior produtor de moluscos do Brasil e segundo maior da América Latina, respondendo por cerca de 95% da produção brasileira de mexilhões e ostras. 

Produção

Com 589 produtores espalhados ao longo de 12 municípios costeiros, a atividade pesqueira gera cerca de 1,5 mil empregos diretos no processo produtivo em Santa Catarina.

Estima-se ainda o envolvimento de mais 5 mil postos de trabalho ao longo de toda a cadeia produtiva, desde a produção de equipamentos e insumos até a distribuição e venda para milhares de consumidores finais.

Segundo a Síntese Informativa da Maricultura, divulgada pelo Centro de Desenvolvimento em Aquicultura e Pesca (Cedap), a produção de moluscos comercializados em 2015 por Santa Catarina foi de 20.438 toneladas.

Ostras e mexilhões são muito apreciados pelos turistas que aquecem a economia local.

Interdição

Desde o dia 19 de outubro, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) monitora a presença de toxina paralisante (PSP) nos cultivos catarinenses. A princípio todo Litoral foi interditado de forma preventiva. Desde então, aconteceram liberações das áreas não contaminadas.

Santa Catarina é o único Estado do país que realiza o monitoramento permanente das áreas de cultivo através do Programa Estadual de Controle Higiênico Sanitário de Moluscos. Esse programa existe em todos os países que possuem uma produção expressiva de moluscos, e é um dos procedimentos de gestão e controle sanitário da cadeia produtiva.

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