Quarta-Feira, 13 de Novembro de 2019

Brasil

Quarta-Feira, 16 de Outubro de 2019, 10h:19

ERRO MÉDICO

Criança tem pênis decepado durante cirurgia de fimose

Jô Navarro

Divulgação

Hospital Municipal Dr. Carlos Marx de Malacacheta

O caso aconteceu no Hospital Municipal Dr. Carlos Marx em Malacacheta (MG). O menino foi levado pelo pai para uma cirurgia de fimose, que é a retirada de excesso de pele no pênis. O procedimento previsto para durar 30 minutos demorou 4 horas, segundo o pai.

Quando o pai pediu para trocar o curativo viu uma gaze enrolada simulando o pênis: 'Quando levantou a gaze não tinha pênis visível'. Ele só teve confirmação da amputação depois de transferir o filho para um hospital de Teófilo Otoni, que a submeteu a uma cirurgia de reconstrução da parte que sobrou do membro.

“Eu deixei o meu filho no hospital e minha mãe ficou de acompanhante. Eu fui para uma reunião de trabalho e quando retornei soube que tinha algo errado. A cirurgia que deveria ter durado uns trinta minutos levou cerca de quatro horas. Quando tirou o primeiro esparadrapo, tinha tipo uma gaze enrolada simulando que o pênis estaria ali no meio. Tudo ensanguentado. Quando levantou a gaze não tinha pênis visível. Fiquei doido, falei que isso não era normal".

O pai relatou para a imprensa mineira que o laudo do segundo hospital apontou que houve laceração do prepúcio e somente no futuro poderá saber se o filho poderá recorrer a uma prótese.

Reprodução

Vítima de erro médico

 

Médico responsável morreu

O cirurgião responsável pela cirurgia de fimose morreu em casa dias após o procedimento. A Prefeitura de Malacacheta confirmou a morte do médico, mas afirma que ainda não foi emitido o laudo com a causa da morte.

Investigação

A Polícia Civil investiga o caso Ministério Público. O inquérito foi aberto uma semana após a cirurgia. O MP aguarda a conclusão das investigações para avaliar quais providências serão tomadas.

Segundo a delegada Mariana Grassi Colin, está sendo apurado o crime de lesão corporal. Segundo ela, os familiares já foram ouvidos e agora está ouvindo membros da equipe que participaram da cirurgia. A intenção é apurar se o erro foi apenas do médico que o operou ou mais pessoas teriam contribuído para os danos sofridos pela criança.

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