Sábado, 16 de Dezembro de 2017

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Sexta-Feira, 29 de Setembro de 2017, 16h:35

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Batom na cueca? Faz a delação e fica impune, ensina Joesley

Redação

Reprodução

Joesley Batista

Em áudios recuperados pela Polícia Federal (PF) e obtidos pela revista Veja, o empresário Joesley Batista fala sobre o que se deve pesar na hora de decidir por um acordo de delação premiada. Joesley, preso desde 10 de setembro, conversa com um Gabriel, supostamente o deputado federal Gabriel Guimarães (PT-MG).

“Ô, meu, é a coisa mais simples do mundo, porque se você tem problema e o problema é, como se diz, batom na cueca, ô, meu, corre lá e faz a porra dessa delação”, diz o empresário durante a conversa gravada.

Joesley comenta ainda sobre a estratégia que montou, corrompendo o procurador Ângelo Goulart Villela, e como detalhava ao senador Renan Calheiros (PMDB-AL) as tratativas que mantinha com o Ministério Público sobre o acordo de leniência do grupo J&F.

Áudios de Joesley Batista foram peça chave para a denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer. No entanto, o empresário omitiu parte das gravações, que – ao serem recuperadas – levaram o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot a pedir a recisão da delação de Joesley e do diretor de relações institucionais da JBS Rodrigo Saud.

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