Sábado, 19 de Outubro de 2019

Brasil

Terça-Feira, 11 de Dezembro de 2018, 06h:37

BUSCA E APREENSÃO

Aécio Neves, Cristiane Brasil e Paulinho da Força são alvos da PF nesta terça

A operação de hoje é desdobramento da delação dos executivos da JBS.

Redação

Reprodução

Aécio Neves

Aécio Neves (PSDB), Andréa Neves, Cristiane Brasil (PTB) e Paulinho da Força (SD) são alvos da Polícia Federal e do MPF nesta terça-feira (11). 

A Operação Ross tem o objetivo investigar o recebimento de vantagens indevidas por parte de três Senadores da República e três Deputados Federais, entre os anos de 2014 e 2017. Também são investigados os senadores Agripino Maia (DEM-RN) e Antonio Anastasia (PSDB-MG) e o deputado federal Benito da Gama (PTB-BA).

Aproximadamente 200 policiais federais dão cumprimento a 24 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, e realizam 48 intimações para oitivas. As medidas estão sendo cumpridas no Distrito Federal e nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul, Tocantins, e Amapá.

A ação de hoje é um desdobramento da Operação Patmos, deflagrada pela PF em maio de 2017. Os valores investigados, que teriam sido utilizados também para a obtenção de apoio político, ultrapassam os R$ 100 milhões. Suspeita-se que os valores eram recebidos  por meio da simulação de serviços que não eram efetivamente prestados e para os quais eram emitidas notas fiscais frias.

A polícia procura documentos que comprovem o repasse de R$110 milhões para Aécio Neves delatados por Joesley Batista e Ricardo Saud.

Segundo a PF, o senador Aécio Neves comprou apoio político do Solidariedade, por R$ 15 milhões, e empresários paulistas ajudaram com doações de campanha e caixa 2, por meio de notas frias.

A operação ocorre no Rio, em São Paulo (capital e interior, com nove mandados), Brasília, Bahia e Rio Grande do Norte. Decorre do inquérito 4519, que tem como relator, no Supremo Tribunal Federal, o ministro Marco Aurélio.

Nome da operação

O nome da operação faz referência a um explorador britânico que dá nome à maior plataforma de gelo do mundo localizada na Antártida fazendo alusão às notas fiscais frias que estão sob investigação.

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