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Terça-Feira, 03 de Março de 2020, 13h:46

MAU EXEMPLO

PROPINA DO PALETÓ: MINISTÉRIO PÚBLICO VAI FICAR SURDO, MUDO E CEGO?

Cícero Henrique

Reprodução

Macacos cego, surdo e mudo

Entra ano e sai ano, o povo acostumou-se a ver na mídia a pose carrancuda, professoral e um tanto biliar de alguns representantes do Ministério Público.

Em recente data ocuparam generosos espaços da mídia para exigir dos Poderes Judiciário, Executivo e Legislativo, a feitura de concurso público para as funções ocupadas por comissionados, e a redução destes a um número impraticável frente às necessidades da gestão pública, segundo seus responsáveis.

Autoproclamados como únicos defensores da transparência, moralidade e impessoalidade da administração pública, viram-se repentinamente enredados nas teias da maledicência e da justa censura pública.

Pois foi nesse cenário do “faça o que eu mando…” que a população de Mato Grosso tomou conhecimento, por meio do depoimento do ex-governador Silval Barbosa, de que Paulo Prado (ex-chefe do MPMT), que é concunhado do prefeito Emanuel Pinheiro, sabia do esquema de propinas para deputados e não tomou nenhuma providência.

Para quem não sabe, o Ministério Público tem obrigação de fiscalizar o cumprimento da Lei, os demais órgãos públicos e dar publicidade dos seus atos para para a sociedade brasileira que paga os vultosos salários dos promotores e procuradores.

O Ministério Público precisa tomar providências sem corporativismo, se o referido procurador sabia e se omitiu, tem que ser punido severamente.

E o princípio da impessoalidade, como fica diante da situação? E o que tem a moralidade a ver com isso, se nem sempre o que é legal pode ser considerado moral? E a transparência? Bem, pelo menos esta salta aos olhos, segundo o preceito quase-bíblico do “Mateus primeiro os meus.” É o típico caso de que na prática a teoria é outra.

Este é o quadro. Estes são os fatos. Vamos aguardar a versão oficial, sem esquecer que o grito das ruas vale também para os ouvidos do Ministério Público, sob pena de improbidade administrativa no caso de surdez.

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