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Quarta-Feira, 23 de Maio de 2018, 07h:36

Em artigo jornalista revela fatos sobre Selma Arruda

Rodrigo Rodrigues

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Jornalista Rodrigo Rodrigues

O conceito de moral vai se alterando ao longo do tempo, em função dos costumes, da evolução da espécie e, até mesmo, do avanço da tecnologia. Um exemplo clássico que podemos citar é o da jovem que perdia a virgindade antes do casamento, além de ser considerado imoral, traria grande vergonha para seus familiares. O marido traído, em nome da sua “moral”, tinha o direito de tirar a vida da esposa. Esse rígido código, que norteia nosso comportamento, perante a sociedade, diverge da cultura de um povo para outro.

Em Barra do Bugres, Mato Grosso, nos povos da etnia Umutima, é perfeitamente normal dois irmãos dividirem a mesma mulher, ainda nos dias de hoje. Já no município de Barra do Bugres, a poucos quilômetros da aldeia, isso é considerado imoral.

Olhando para nossa sociedade brasileira, moderna, contemporânea, evoluída, que busca um equilíbrio e paridade de direitos, tentando diminuir as injustiças, há algum tempo já, o nosso conceito atual de moral se expressa nos direitos humanos, no respeito ao próximo e a suas ideias.

A imoralidade nos nossos tempos está no preconceito de cor, de classe, está na homofobia, na demagogia e, latente, no falso moralismo. Nas pessoas que ocupam cargos públicos, a moral está na transparência de seus atos e no estrito cumprimento da lei.

Claro, que o bom senso deve prevalecer sobre a rigidez da letra no papel.Mas, nunca deixando de praticar aquilo que prega. Nada mais nefasto e imoral, e eu diria até mesmo heresia, que uma autoridade supor que esteja acima da lei, e que goza de privilégios e prerrogativas que aos demais mortais não lhe são facultados.

No tempo do coronelismo, era comum ouvir a frase: "aos amigos tudo, aos inimigos os rigores da lei”. 

Opa, teve ai uma sensação de "déjà vu"? 
O meu conceito de moral vai ao encontro dessa corrente majoritária e, nessa linha do imoral, fui testemunha de um fato ao qual denunciei às devidas autoridades, que corroborou para que eu formasse opinião sobre a juíza aposentada, Selma Arruda.

Dentro de nossos padrões atuais, acordado entre a maioria absoluta das pessoas de bem deste pais, a ex-juíza Selma Arruda é imoral na essência. Flagrei uma ex-assessora de seu gabinete fazendo um “adesivaço” em uma avenida de Cuiabá. Incrédulo, parei o carro, e a ex-assessora de nome Cleire veio até a janela, junto com outros colaboradores, me entregou os adesivos, pediu voto para a Selma.Perguntei se ela era candidata e a ex-assessora afirmou que sim: “a doutora Selma é candidata ao senado”. E outra vez pediu meu voto. Isto está gravado em vídeo.

Bom, o fato dela estar burlando a lei, cometendo um crime eleitoral, fazendo propaganda extemporânea e campanha fora de época, é o bastante para classificá-la como imoral?

A ex-juíza está rodando o estado, dando palestras sobre combate à corrupção, combate ao crime. Fez de seu gabinete e de suas decisões um palanque eleitoral. Nada mais imundo, sujo, gosmento e "imoral” do que se utilizar do seu cargo, de extrema importância para a sociedade, diga-se de passagem, atropelando a norma, a regra e a lei universal que rege a magistratura, que é a imparcialidade, para se promover na mídia com a finalidade de pleitear um cargo eletivo.

Tive acesso a parte dos autos do processo, ao qual ela responde no Tribunal de Justiça, pela acusação de ser parcial e tomar medidas ilegais, com o intuito de se promover e, ao mesmo tempo, perseguir de modo implacável, o senhor Humberto Bosaipo e o senhor José Geraldo Riva, pois os mesmos “dariam uma boa mídia”.

Sua ex-assessora, Midiã Maira de Carvalho, sua outra ex-assessora, Daiane Bocardi, da qual foi madrinha de casamento, o ex-assessor, Guilherme Leimann, e a ex-assessora, Cleire Fabiana Mendes, que coordenava o “adesivaço”, não deixaram dúvidas em seus depoimentos em juízo, que a ex-juíza, Selma Arruda, determinava que qualquer pedido dos advogados das partes, ainda que estivesse previsto na lei e fosse um direito incontestável, que fosse indeferido sumariamente.

E, usando um termo para maquiar a sua ilegalidade, ao priorizar processos de réus soltos, burlando o próprio sistema do Tribunal de Justiça, chamado Apolo, a juíza aposentada exigia os processos de “relevância social”, de forma irônica. Questionados em juízo, os ex-assessores disseram que “relevância social” eram aqueles processos que dariam mais repercussão na mídia e, consequentemente, dariam exposição à ex-magistrada, que já tinha tomado a decisão de se aposentar e de ser candidata.

Espero que em breve, todo o processo e seu desfecho venha a público, pois só assim todo povo de Mato Grosso conhecerá de fato quem é Selma Arruda. Eu e a maioria absoluta de seus ex pares já conhecemos. Pelo andar da carruagem, a justiça não tardará. E a ex-juíza, agora candidata à senadora, que anda por aí posando de moralista e paladina da justiça será desmascarada e condenada por seus ATOS ILEGAIS E IMORAIS!

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