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Sexta-Feira, 26 de Julho de 2019, 17h:38

INOVAÇÃO

China avança em inovação e propriedade intelectual enquanto Brasil perde posição

De olho na proteção de suas inovações em todo o mundo, delegação chinesa vem ao Brasil em agosto para participar do Congresso Internacional de Propriedade Intelectual da ABPI

Reprodução

Luiz Edgard Montaury Pimenta, presidente da ABPI

O Brasil recuou duas posições no ranking dos países mais inovadores do mundo e ocupa, atualmente a 66ª posição, entre 129 países avaliados pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI), em parceria com a Universidade de Cornwell e do Instituto Europeu de Administração de Empresas. A China, por sua vez, acaba de conquistar a 14ª posição no Índice Global de Inovação e se aproxima dos países que estão na liderança do ranking: Suécia, Suiça, EUA, Países Baixos e Reino Unido

Além da boa colocação em inovação, a China foi novamente a primeira colocada em número de patentes e marcas. Em 2017, a China foi responsável por 44% dos pedidos de patentes globais (1.381.594 pedidos de patentes) , duas vezes mais do que os EUA, de acordo com o último relatório OMPI. Já o Brasil figura em uma posição bem distante do gigante asiático, com pouco mais de 25 mil pedidos de patentes solicitados em 2017. Neste mesmo ano, o Brasil obteve a concessão de 5.450 patentes, enquanto a China obteve 420.144 concessões de patentes.

Para o presidente da Associação Brasileira de Propriedade Intelectual, ABPI, Luiz Edgard Montaury Pimenta, o ritmo de inovação e o desempenho no campo da propriedade intelectual são importantes termômetros da economia de um país. “A recuperação da economia está fortemente ligada a investimentos em inovação e à proteção das inovações”, analisa.

O presidente da ABPI observa que a China também vem crescendo em número de registros de marcas e patentes em outros países. De olho na proteção de suas marcas e inovações no Brasil a China enviará uma delegação da CTA (órgão de propriedade intelectual daquele país) ao Brasil para participar , pela primeira vez, do Congresso Internacional de Propriedade Intelectual, da Associação Brasileira de Propriedade Intelectual (ABPI).

A recuperação da economia está fortemente ligada a investimentos em inovação e à proteção das inovações

“O acelerado crescimento chinês do sistema de patentes revela que o país está olhando cada vez mais para fora de suas fronteiras, procurando espalhar e proteger suas ideias e suas marcas em novos mercados. Há uma intenção da China em explorar o mercado internacional por meio da propriedade intelectual”, analisa o presidente da ABPI, Luiz Edgard Montaury Pimenta.

O Congresso da ABPI acontecerá entre os dias 25 e 27 de agosto no Rio de Janeiro, sob o tema “A propriedade intelectual no novo contexto geopolítico mundial”. O evento deverá receber cerca de 1.000 participantes, entre especialistas do setor, magistrados, consultores, advogados, autoridades de governo, e dirigentes de entidades além de centros privados de pesquisa e representantes de empresas, como Bayer, Natura, Embraer, entre outras.

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