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Quarta-Feira, 26 de Dezembro de 2018, 13h:46

OPINIÃO

A porta dos fundos do STF e a prisão em segunda instância

Da Redação

Reprodução

Marco Aurélio Mello, ministro do STF

O jornalista José Nêumanne Pinto, em artigo no Estadão desta quarta-feira (27) explica como Marco Aurélio Mello, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli foram nomeados ministros do STF. Segundo Nêumanne, pela porta dos fundos, à custa de lobbies, influências familiares e apadrinhamento.

Sobre Marco Aurélio Mello, relata que "O cargo não foi obtido por concurso público, mas por nomeação patrocinada pelo pai, Plínio Affonso de Farias Mello, patrono até hoje reverenciado no ambiente do sindicalismo patronal como uma espécie de benemérito da classe dos representantes comerciais. O prestígio de Plínio Mello era tal que o último presidente do regime militar, João Figueiredo, manteve aberta a vaga no Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro para o filho dele, Marco, completar 35 anos, em 1981, e com isso cumprir preceito legal para assumi-la. O prestígio paterno levou-o ao Tribunal Superior do Trabalho, em Brasília, onde Fernando Affonso Collor de Mello o encontrou para promovê-lo – tcham, tcham, tcham, tcham! – para o Supremo Tribunal Federal (STF)".

Dias Toffoli, hoje presidente do Supremo, "até tentou ser juiz por concurso, mas foi reprovado em dois. Como defensor de José Dirceu e do PT e advogado-geral da União de Lula, contudo, ascendeu ao cargo que hoje ocupa".

Sobre Ricardo Lewandowski José Nêumanne aponta a pinguela por onde chegou à porta dos fundos do STF. "Este foi nomeado pelo quinto constitucional para o Tribunal de que o levou Alçada Criminal por indicação de seu então chefe, Aron Galant, prefeito de São Bernardo do Campo. Extinto o órgão, foi transferido para o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e chegou ao STF por mercê de suas ligações de compadrio e amizade com o casal Marisa e Lula da Silva".

José Nêumanne conclui que "o monturo patrimonialista só será desmanchado se forem fechadas a porta dos fundos do STF, pela qual entram os quintos, e a Justiça trabalhista".

Sobre a votação marcada para o dia 10 de abril, quando decidirão sobre a jurisprudência da possibilidade de prisão em segunda instância, Nêumanne é alerta: "Mas só haverá solução final se Bolsonaro e Moro levarem à aprovação do Congresso uma lei para determiná-la. O resto é lero".

Leia o artigo completo de José Nêumanne Pinto

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